Friday, 31 May 2013
Fashionilla
Nunca vou perceber o fascínio das miúdas com óculos de David Koresh.
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Tuesday, 28 May 2013
E agora, calma e ordeiramente
Vou saber que é isso do verão mais frio em cem anos.
Mas vou contrariada, digo já.
Apelo da questão. Parem com isso
Caras pessoas, parem de usar o verbo questionar em todo o lugar onde usariam o perguntar, por favor.
"Estou-lhe a questionar" não existe, fere-me os ouvidos cada vez que o oiço.
"Eu questionei o cliente" é mau, o cliente não vai gostar de ser posto em causa. Perguntar ao cliente não tem nada de mal, "perguntei-lhe" já está bom, não mexam mais.
"Muita gente me questiona por que razão" já é só sobrecarga de palavras.
Colocar uma questão é o limite. Tudo o resto é colocar em causa o objecto da mesma. Perguntem à vontade, mas perguntem, não questionem.
Ficamos assim, perguntem mas não me questionem nisto.
XOxOX
Friday, 24 May 2013
Bernardo (bullied)
O Bernardo não me é nada. Nada que o sangue defina, porque na verdade o Bernardo é-me muito. O Bernardo e o irmão são os meus meninos, my boys, os mais de todos e tudo. São os que acompanho há mais tempo e desde que nasceram, tive cada um ao colo com dias e de lá para cá somos os três amigos.
O azar do Martim foi eu assistir ao seu número unido-a-um-irritamos-o-outro aplicado a Bernardo e irmão. Irmãos tanto brincam como se pegam, já sabemos, e o Bernardo e o irmão não são diferentes. O Martim é aquele terceiro elemento que adora ver os outros em guerra. Fez isso aos irmãos, à minha frente, juntava-se a um para irritarem o outro, e eu a vê-los naquela dança. Diplomaticamente lá repus ordem na coisa e fiquei atenta, tirei-lhe a pinta. Mas tudo isto é relativamente normal entre miúdos. Pior é a espiral em que isto entrou e o patrocínio dos pais, lá está, sempre presente. O Martim nunca se porta mal, é o máximo. É-lhe dada confiança como se tivesse quinze ou dezasseis anos e espera-se que ele perceba isso. Ora, o Martim tem 8... a culpa não é decididamente só dele. Mas adiante.
O Bernardo - e eu sou muuuuuito suspeita, assumo tudo - é um miúdo esperto, vivaço, inteligente e engraçado. São ingénuos com os seus 8 e 6 anos, ele e o irmão. Ficam a olhar para miudos como o Martim, sabichões e gabarolas, entre o maravilhados e o confusos. Depois tentam naturalmente seguir-lhes os passos, fazer como ele faz. Mas isso era antes, espero que este tempo tenha ficado para trás.
Então o estaferminho do Martim, não vim eu agora a saber, andava com outro a atormentar o meu Bernardinho. Estapores.
Custa horrores saber isto, saber que ele andava com medo mas calava e aguentava as chapadinhas, o gozo. Saber que inclusivamente teve um grito de socorro na escola mas não foi propriamente atendido (sem comentários, esta parte). Felizmente está identificado e espera-se que a coisa pare.
Os pais do Martim se souberem, tenho zero dúvidas, encontrarão uma justificação para comportamento do seu herói.
Nunca um Martim chegará aos calcanhares do meu Bernardo, e ele até é mais pequeno. Mas jamais.
E se isto se tivesse passado com o irmão do Bernardo, já o Martim tinha levado duas dentadas e um empurrão para ver se acalmava. Pena não ter sido com ele.
Martim (o pequeno bully)
O Martim não me é nada. Nada, vi-o umas duas ou três vezes a brincar com filhos de amigos. Mas deu para ver uma ou outra coisa de que gostei muito pouco.
Cara de anjo, enormes olhos azuis, cabelo em caracois grandes e lindos. O Martim tem cara de boneco e comportamento de demóniozinho. Uma peste, e eu não me importo com pestes. Pior são as pestinhas camufladas, os sonsos. E o Martim é desses. Junta-se a um para irritar um terceiro e ri quando isso acontece. Se um adulto chega, fica com cara de santo. Um sonsinho portanto, nada mais.
A culpa não é do Martim. Embora já tenha idade (8 anos) para se saber comportar, e até estivesse a tempo de ser corrigido nas palermices que faz aos outros, mas o patrocínio dos pais não vai nesse sentido. Vejamos.
O Martim é o ídolo do pai e da mãe. Não falo de admirarem o miúdo, adorarem o rebento. Tudo isso é normalíssimo. O problema está quando os pais veneram e alteram a própria vida por causa do Martim (e não, o Martim não é filho único há uns 2 anos). O Martim manda, lá em casa... e na dos outros se o deixarem, manda nos jantares dos pais e amigos dos pais, nos almoços da escola (não nos da escola, mas se não lhe apetece o que há alguém o acudirá), nas saídas, nas viagens, nas férias, nas festas. O Martim está um fedelho mimado e os pais aplaudem e encobrem. Nem vêem, se é que isso é possível. Piora quando o Martim é tratado como crescido durante o dia (para os amigos da escola o Martim é o que "já" faz tudo, é o pioneiro nas coisas de crescido) e bebé à noite (e sobre isto não comentarei mais que isso não me diz respeito, mas fica o vinco feito).
Na turma o Martim é o líder. Um péssimo líder, mas é-o. Há coisas normalíssimas entre miúdos, mas tudo junto, o Martim e os pais precisam de acordar para a vidinha e o resto é conversa. Há tristezas dos miúdos, desavenças entre todos, mas o Martim sai sempre ileso. E não quero com isto dizer que desejo mal ao crianço, mas gostava muito que um dia, um só dia ele sentisse o que faz aos outros.
Segue post relacionado (pode conter algum desprezo)
Wednesday, 22 May 2013
Das lulas
Esta moda das lulas congeladas não trazerem patas... a culpa é vossa, crianças que não comiam peixe cozido nem "eeew, as patas". Hmpf, lindo serviço.
Hoje, guisadas.
Thursday, 16 May 2013
Da vidinha suburbana
Não me importo de andar de transportes, nem outro remédio tenho grande parte do tempo, mas autocarro no subúrbio é coisa que só por ter de ser.
O meu transporte de eleição para o bem e para o mal, na saúde e na doença, até que um torniquete nos separe, é o metro. Se um destino tem metro perto nem hesito. Como em qualquer relação nem tudo são rosas e já escrevi sobre isso, importarei esses posts assim me lembre mais logo. Ou se calhar ficaram sempre em rascunho mental. Parte sim, certamente, que o tema metro não tem fim.
Mas dizia que espero autocarro que por aqui metro não há. Enquanto espero, tenho a cara a gelar. Em Maio. Quando chegar entro, pago a viagem (sim, não se pode chamar bilhete a tira/recibo que me dão) e vamos praticamente aos tombos até ao destino. A mãe de uma amiga uma vez comentou "as urbanas são violenta". E são, violentas é a palavra certa. Não é o bom e velho autocarro da Carris, que se isto fosse tudo uma grande animação Pixar, seria o personagem bonacheirão, que suspira prolongadamente quando para, amigo dos seus amigos, ocasionalmente batendo com a roda de trás no passeio. Não, estas seriam o atabalhoado ou o vilão mesmo. Já o metro seria um Buzz, sem tirar nem por. E fica assim, que a animação é minha.
Enfim, será mais ou menos a minha vida o resto do mes de Maio. Com menos frio, espero.
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E frio e tudo...
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Wednesday, 15 May 2013
A Final. Fartinha dos que agora chegam e querem impor regras. Nós já cá estávamos, obrigada.
Eu serenei, já não torço contra ninguém (e mesmo há uns anos acho que só mesmo se o adversário fosse italiano o fazia, e mantenho isso) se o meu clube não beneficiar disso. E é o caso. Mas não somos nem temos de ser todos iguais.
Por outro lado, perdi o "é Portugal" há muitos anos. Não é Portugal, clubes são clubes e assim é que é bonito. O meu não joga, posso ver ou não ver o jogo, ter preferência ou não. Pelo menos sei que não ficarei nervosa. Isso, para variar, sabe bem. Respeito quem vê como "Portugal", esperando que me respeitem também. Já não respeito tanto quem vê como "somos dez milhões hoje" mas também não vou fazer uma cena. Tudo faz parte.
E não, não sinto falta nenhuma de apoio alheio quando joga o Sporting. Ofende-me zero que estejam contra, já sei do que a casa gasta. Há anos e anos e anos e anos e anos... continuo? E anos e anos e anos. E isso é que faz em grande parte o ser-se de um clube. Cada um sabe por que é daquele e não de outro.
Passa-se o mesmo para todos os lados, mas há sempre quem se ofenda. Parem com isso, é a lógica do ovo e da galinha, todos acham que o primeiro foi o outro. Geralmente os que mais gozam são depois os mais ofendidos. Salvo raras excepções esta é a regra.
Todos os anos oiço pessoas dizer "nunca estou pelo Sporting porque eles nunca estão pelo Benfica/Porto/seja o que for". Não, não é por isso. Não está porque não está, assuma. Eu nunca estou por outras equipas. Estou pela minha e pelas italianas em competições europeias. Cresci assim e ainda estou nesta, assumo-a. Outros estarão noutras, assumam-nas. Não sei para quê tanta justificação.
Não entro pelos olhos dentro de ninguém, pouca, muito pouca gente me aborrece com este assunto. Não venham agora impor regrazinhas de decência e ética onde nunca houve. E assim é que está certo. É ou não é o futebol um escape também a isso? Para mim é, e eu gosto assim. Vale para um lado como para os outros.
Só para esclarecer que pode não ter ficado claro: não, não estou pelo Chelsea. Sim, Petr Cech é lindo, mas não estou. Além disso tenho tara por ver John Terry chorar abraçado a Lampard em finais. E nem sempre as melhores fotos são de quando ganharam.
Tuesday, 14 May 2013
Wednesday, 8 May 2013
Esta coisa de Cleveland
e os irmãos parecidos com o Danny Trejo mas em cretinos maus à séria, tem tudo para eu ficar obcecada ao ponto morrer-de-medo-e-não-dormir.
Mesmo assim vou saber mais, já sei.
Sunday, 5 May 2013
Saturday, 4 May 2013
Da faltinha de imaginação
Depois das princesas-noivas-plebeias iniciou-se a saga rainhas-plebeias *sigh*
É cor de rosa, é lixo, é o que quiserem. É sempre tudo igual, isso é que eu sei.
Será assim sobre Espanha, será assim acerca da Dinamarca, fica aqui escrito.
Percebo que a Cinderela ainda encante mas copy/paste cansa, perde a graça. Muda o modelo mantém-se o molde. Plebeias ao poder e o povo boceja. Ou não, sei lá.
Imaginação precisa-se.
Friday, 3 May 2013
Das amigas. Principe Rodrigo
Bárbara fala ao telefone.
Bárbara - Ah pois, estava a dizer-te: então disse ao Rodrigo “queres ir dormir para o teu quarto? É isso que tu queres, é?”. Ah sim, sim, teve de ser. Estava a fazer uma birra... foi remédio santo. Pronto, era só isto que te queria contar. Tive de o repreender.
Está bem, estamos combinadas para amanhã. Preciso de desabafar, fiquei abalada com este castigo. Beijinhos, querida. - desliga.
Rita - Ouvi bem? Castigaste o príncipe Rodrigo?
Bárbara - Ai, não me digas nada. Custou-me tanto. Mas teve de ser, fez-me uma birra tal à hora e deitar... Disse-lhe (Bárbara finge que se zanga, numa voz infantil): "Queres ir para o castigo? Queres ir dormir no teu quarto, na tua cama? É isso que queres? Então se não é, pára de chorar.” E ele acalmou. Mas custou-me.
Mónica e Rita olham uma para a outra incrédulas.
Mónica - Olha, eu já sei que não sei porque não sou mãe, mas o castigo é o Rodrigo dormir no quarto dele, na cama dele?!
Bárbara - Claro, ele detesta!
Rita - Mas o Rodrigo um dia vai ter 16 anos. E eu sei que pensas que vou dizer que não pode dormir para sempre contigo, mas para perceberes vou ser mais clara: ele não vai querer dormir contigo para sempre.
Mónica - E que falta de higiene, Bárbara. Além de que ele já tem 5 anos.
Bárbara - Tu não percebes. E tu tens quatro filhos, Rita, não seria fácil dormir com todos, eu percebo. Ele gosta de dormir com a mãe...
Rita - Lembra-te só que isso não faz de ti mais mãe.
Mónica - Claro que a Bárbara nos diz que sim a tudo, mas no fundo pensa (Mónica imita exageradamente Bárbara): "eu é que sou a que sou mais mãe, o meu filho gosta mesmo de mim e esse amor mede-se pela vontade de dormir na minha cama, e o inversamente proporcional horror ao quarto dele”.
Rita ri, Bárbara fica aborrecida
Bárbara - Ai, que parvas... não digas isso, é o meu bebé.
Rita - Que há-de ter onze anos, e meia personalidade nas saias da mãe.
Bárbara - Oh, é amor, não vês?
Rita - Vejo, vejo. Vi quatro vezes que não os devia deixar a dormir na minha cama – na verdade nem me passou pela cabeça – e todos os quatro estão aí, independentes e não deixam de ser meigos.
Bárbara - Mas e a ligação à mãe? Isso nada paga.
Rita - Hello? A mãe sou eu, lembras-te? E eles não gostam menos de mim por terem dormido cada um na sua cama.
Bárbara - Não quis dizer isso. Mas o meu não vive sem mim. Muito menos dorme sem mim.
Mónica - Está bem. Então quando levares um namorado lá a casa, quero ver como é à hora de deitar. Imagina, Rita...
Rita - Sim, já estou a ver a Bárbara: "Olha, o Rodrigo dorme aqui connosco, se não te importas."
Mónica e Rita riem.
Bárbara - Um quê?! Estão loucas?
Mónica - Ah, claro... a Bárbara morreu para o sexo, já me esquecia.
Rita - Olha Bárbara, isso é uma tolice tão grande, mas tão grande, que te vou fazer o favor de a ignorar. Então e tu Mónica, como tens andado? O Pedro?
Continua...
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Quem esteve pelo SAPO Blogs muito provavelmente viu algum post seu ser destacado. Para mim sempre foi uma alegria. Ganha-se muito com iss...
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Quando criei esta espécie de backup do meu blog do SAPO, não sabia que estariam para fechar em 2026. Uma tristeza, blogs com Gente Dentro, a...
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A verdade verdadinha verdadeira é que eu gostei foi do nome, da referência ao meu imaginário infantil. Mas também não acho má a ideia. Adul...