Wednesday, 30 October 2013

Um de cada, pode embrulhar

Tenho a cabeça cheia de desenhos animados desde sempre. É provavel que haja muita gente que sofra do mesmo, resultado de infâncias (felizmente, não mudava um bocadinho) em frente à tv e video Beta - em criança fui uma vez desmentida "quando tu eras pequenina não havia video em casa das pessoas" e na altura eu não me atreveria a responder a um adulto "olha, velha és tu!", mas palavrinha de honra que ainda há cassetes com "O pais dos Rodinhas", "Ruy, o pequeno Cid" e "Dr. Faisca" de fitas vistas e revistas, adiante. Eu via tudo o que fosse desenhado, não havia desenho de que não gostasse e ainda me lembro de bastantes coisas (diálogos pontuais incluídos) de tanto ter visto. Mas havia aquela categoria que alem de me fascinar na altura pela genialidade da ideia ("ena, eu queria isto!") com a idade e a memória, se tornam wishful thinking e frustração pela não aplicabilidade na vida real: falo do Lápis Mágico e do saco do Sport Billy. Podia ser uma fada madrinha, mas isso já implica invocação e chamamento, alem de uma pessoa a julgar o que nos apetece e a que horas. Não, eu queria mesmo era ou o lápis ou o saco. Em criança o que melhor me lembro de pensar quando via o Lápis Mágico é "e nem é preciso desenhar muito bem!" Porque o menino só encostava o lápis ao cenário, fazia no máximo dois traços e aparecia um chapeu-de-chuva, um barco, o que ele precisasse, era maravilhoso! Ora a mim dava-me muito jeito às vezes desenhar outro tipo de calçado, desenhar a roupa de treino lavada, desenhar o snack que falta a meio da tarde ou manhã para não alarvar à refeição. Mas para coisas que só preciso momentaneamente não deve ser o ideal, porque não me lembro o que ele fazia às coisas depois de as usar. Nos desenhos podem deixar-se as coisas para trás, alguém as apagará, ou não aparecem no próximo frame. É aqui que entra o saco do Sport Billy. O Billy tirava do saco o que precisava e mesmo que não o fizesse, acredito que podia voltar a meter as coisas no saco. Hoje de manhã (madrugada, madrugada é que foi) já estava fresco e quando saí de casa vesti um casaco mais quentinho. Tanto nos transportes como quando cheguei ao destino, já não está frio e dispensava bem andar com ele atrás. Mas logo vai voltar a dar-me jeito. O saco dava-me jeito entre uma coisa e outra. Bem sei que no caso do Sports Billy o saco era para artigos de desporto, mas em 30 anos acredito que houvesse um upgrade, e cada um podia ter o saco com o que quisesse. O mesmo vale para o saco do ginásio. Ando com ele atrás e só precisarei ao fim do dia. O saco do ginásio, por Deus, esse então já vinha organizadinho de origem e sem peso extra. Mas neste caso o lápis já serviria. Estou a imaginar-me no balneário a desenhar os ténis para ir saltitar. Adorava.

*suspiro* Enviado a partir do meu smartphone BlackBerry® www.blackberry.com

Tuesday, 29 October 2013

Da mesa do café. Blatter e o menine

Não está aqui em causa - atentem no momento maduro desta que vos bloga e adora ric'menine Ronaldo - que Messi seja o melhor. Não está em causa que Ronaldo mude de penteado como lhe apetece, (e bem, é lá com ele). Que se diz mal dele, já eu sei e já (quase) não ligo, cada um tem direito à sua opinião e essas coisas muito politicamente correctas que adoramos dizer para não mandar ninguém pastar. Não está sequer em causa que Blatter seja uma porteira ou que falar em cabelos de jogadores obviamente bons seja tããããooo 1993 (mas o Blatter é um velhinho mental desde os 50, já sabemos). 


 


O que está aqui em questão é o desprezo de Blatter por essa instituição, essa fronteira que faz de nós meras pessoas normais que é a mesa do café.


À mesa do café posso dizer o que me apetecer, posso argumentar que o maior é quem me apetecer e em querendo até posso dizer que o é porque tem um sorriso muito giro. Não seria inédito. À mesa do café vale dizer tudo, é para isso que serve. À mesa do café vocês (não é vocês, é os senhores) até me podem dizer mal do CR, eu dar um murro na mesa e voltar a ser civilizadinha no segundo a seguir. E eu posso dizer que o Messi é cocó sabendo que não o é, só porque me apetece estar de birra e às vezes tenho 2 anos. Vale dizer o que se quiser. Não se fazem brindes suficientes à liberdade da mesa do café.  


Mas Blatter é ousado, ou só deprimente e leva a mesa do café à FIFA, acha-se muita piada e desenvolve. Blatter é um palhaço, e não no sentido em que ele acredita ser.


 


Há muitos anos, era eu pequenina (uns 13, 14 anos vá) e Walter Zenga disse as piores coisas de Sepp Blatter. Os profetas são assim.

Saturday, 26 October 2013

Do português. Adoramos.

"Era para levar take away" 


Xxoxoxo


 


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Hamburgueria do Bairro



 


Começo por dizer que gostei muito. Bons hamburgueres, boa apresentação, excelentes batatas, óptima sangria. Não sou esquisita, mas tambem sei do que gosto e do que gosto muito. Hamburgueria aprovada e a repetir. Adiante, que não era disso que vinha falar.


 


Enquanto esperava pelo resto do grupo cá em cima, vi a parede com o logo e sei lá, estamos numa época em que toda a gente tem uma camara à distância de um clic e eu tiro fotografias a tudo o que me apetece. Tirei também à parede. Uma das empregadas aproxima-se de mim e diz "Desculpe, nao pode tirar fotografias", "ah, esta bem". Guardei a fotografia (sim, claro que guardei), fiquei no mesmo sitio e revirei os olhos.


Não posso? A sério? Num lugar que tem sido tão falado, que tem fila de espera, numa altura em que toda a gente tira fotografias a pratos, pés, espaços e selfies em lugares da moda? A sério que não posso tirar uma fotografia ao logo que é só deles, que não sei para que me serviria a não ser para divulgar ainda mais a imagem do sitio? Juro que não percebo. E tenho a foto e está no meu blog a partir de hoje, está longe de ser uma grande fotografia, talvez por aí me tivessem convencido.


 



Quando nos reunimos cá fora contei ao grupo o que se passara e estivemos um bocado a rir. Não sem antes o Pedro ir lá dentro fazer o mesmo que eu, ter a mesma reacção absurda da criatura, dizer-lhe que já tinha tirado a fotografia e sugerir que falassem com o gerente, descer as escadas, falar com o gerente e ouvir um "não ligue". E é isto, concluimos que a miuda não gosta que lhe fotografem o local de trabalho. Ou talvez o dono já tenha feito um comentário ou outro sobre isso e ela se limite a ser zelosa. Não deixa de ser uma coisa sem cabimento.


 



Por Deus, eu ainda saí a dizer "olha, jantei no Louvre e não sei" e rimos todos. Mas a certa altura sou lembrada que em museus também já se tiram fotografias e sai-me um "pois, mas parece que está ali a Mona Lisa... Espera! Pode-se tirar fotos a Mona Lisa, há anos e anos!" Please... Toda a gente sabe que a Mona Lisa está num vidro e separada de nós por um mar de japoneses. Eu acho mesmo que são sempre os mesmos, já são uma instalação que faz parte daquele pedacinho do Louvre, numa composição "A Gioconda no Japão".


E tiram-se fotos, muitas, as que se quiserem a obras de arte deste calibre. Mas eu não podia tirar ao logo na parede da hamburgueria. Eu juro que não sou uma rebelde tardia deprimente, e até respeito regras e algumas tonterias. Mas esta estava a custar-me perceber. Afinal a explicação era simples: não existe, não uma que se possa levar a sério pelo menos. 


 


Mas voltarei à Hamburgueria, sem dúvida. Talvez a uma das outras, mas é de regressar. 


 


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Friday, 25 October 2013

Das pessoas. Mantenha a calma. Inspire

Fui a uma consulta com a C e a mãe, não importa qual. Passaram-se coisas com a C de que este medico ainda não sabia.

Fiquei na sala de espera enquanto a consulta durou. Entrou uma ou outra pessoa entretanto, tudo calmo. Por ultimo entrou uma senhora que se cruzou com a C no carrinho. Não ligou à criança, tudo normal. Foi falar ao medico da C.

Enquanto estivemos na recepção não me apercebi mas esta pessoa deve ter saído porque ao chamarmos o elevador foi ela que saiu lá de dentro.

- Sou eu outra vez! - disse com um sorriso. Mas ela tinha dado sequer por nós, pensei. Não me tinha parecido nada, mas tudo bem. Plantou-se em frente ao ovinho da C, fez a maior cara de compaixão, balbuciou uns disparates, pos-me a mão no braço e disse-me qualquer coisa como "tudo se há-de compor, vai ver".

Nas escadas do prédio, enquanto eu e a mãe da C nos preparávamos para pegar no carrinho, abrir chapéu de chuva, pegar em sacos e mochilas para irmos para o carro, a nossa nova amiga parou ao nosso lado com cara de basset hound, foi pelo passeio sempre de olhos de pena postos no ovinho. E assim foi, passámos da ignorância à sofreguidão por informação em poucos minutos. Tudo porque nesse tempo ela soube que "aquele bebé" tinha "um problema".

Gostava de chamar a este post "o abutre que queria ser andorinha e falhava redondamente sempre que tentava". Bandos deles que são.

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Captain Phillips

Numa palavra: filmaço. Não preciso de justificar, é verem. Sem qualquer spoiler, é isto: Somália, piratas, cargueiro americano. E ainda aquela que fica sempre lindamente em filmes, US Navy. Vão ver e pronto.


Segundo uma senhora na sala "não é filme para mulheres", e eu fico a pensar que ou os preconceitos continuam a ser uma coisa muito estúpida, ou eu de facto nunca tendo sido, sempre fui tom boy, maria-rapaz no que toca a filmes. "Não, não, eu ainda choro no Paciente Inglês", convenço-me. Sempre gostei de filmes de acção, de guerra, suspense, maldades e torturas (mesmo que me encolha toda na cadeira). Terror nem tanto, admito, sou uma menina afinal.


A mesma senhora reclamava ainda sobre haver piratas na Somália: "mas se eles sabem que há piratas ainda vão para ali fazer o quê? Mudem de rota!". E pronto, assim se resolve eclipsar o Corno de África das rotas do mundo a partir de um Lusomundo do subúrbio. Adoro.


Captain Phillips. Gostei, tipimenso.


 


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Thursday, 24 October 2013

Já fiz. Concentração por favor

passar o cartão do trabalho no torniquete do metro


passar o passe no torniquete do trabalho


passar o telemóvel no torniquete do metro


tirar a chave de casa ao chegar ao trabalho (não ao meu lugar, ao avistar o edificio mesmo) 


tirar o passe ao chegar a casa


 


PS: post de arquivo, como é sabido não tenho trabalho com torniquetes e isso de momento 

Wednesday, 23 October 2013

Da manhã, da calma e isso

Não vi como foi. Provavelmente uma coisa de nem um segundo em que todas hesitaram perante o mesmo lugar. A miuda com a mãe deve ter-se imposto à senhora sozinha. O despacho:


- Estou cheia de pena, nós somos duas, ela era só uma. Queria estes lugares para quê? O comboio vai vazio.


Sei lá, porque são à janela, porque foram os que lhe apareceram, porque é cedo. Porque, se vai vazio, também não esperou competição. Eu sei de que lugares gosto mais. Mas como em tanta coisa, não luto. Se estão livres estão.


A miuda nem critério viu - "queria estes porquê?" -, reforçou a ideia de que este pais não é para pessoas sozinhas - "somos duas, ela é uma", o que estaria ok não fosse o contradizer-se logo a seguir "o comboio vai vazio".


Calma, vamos ter calma. Eu vou tentando. Tem dias. Quando não consigo, blogo.


 


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Monday, 21 October 2013

Ainda cabelos. Menos miuda. Agora no metro

Bem menos miuda. Sapato abotinado atado com fitas num efeito mais dramático que simples atacadores. Vestidinho de tons neutros, unha escura. Depois... Depois o cabelo, louro mesclado, apanhado num elaborado côco, por sua vez envolvido num hediondo postiço entre o louro escuro e o esbranquiçado. Boca nacarada completa à toilette. Off with her head que o resto nem estava mal.
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Das miudas. No comboio.

Vai aqui uma miúda de cabelo turquesa. A sério não digam às miudas que ser a única do liceu com o cabelo azul para ser é cliché há 20 anos, seria matar-lhes o unicórnio. Enviado a partir do meu smartphone BlackBerry® www.blackberry.com

Friday, 18 October 2013

Sudoku

Eram os quadrados, mais que as linhas e as colunas. Completar cada um dos 9, precisar das linhas para os confirmar, contular as colunas para os aperfeiçoar. Mas eram os quadrados o que mais gostava de completar.


Nos gratuitos vinham sudokus. Todos os dias recolhia pelo menos dois. Pacientemente, à noite recortava um rectangulo em volta, que caberia milimetricamente na caixa de madeira que era por sua vez do tamanho da lancheira onde levava o feta. Ambas caberiam na pasta e a ordem seria total. Andar de transportes com sacos e saquinhos não. Além disso havia que ser prático.


O comboio levava trinta minutos, o metro outros vinte. O suficiente para resolver os de nível fácil e médio. O difícil tinha dias. Mas eram os tempos ideiais para retirar cuidadosamente a caixa de cima da lancheira, o sudoku de dentro da caixa, poder pousar a pasta, e resolver. Todos os dias dois, um de manhã outro no regresso a casa.


Tinha actualmente um montinho de 20 porque Carolina, uma colega do trabalho, acumulara jornais nas férias e lhos cedera. Deixara-os em cima da secretária e ele agradecera de passagem pela máquina do café, sem tirar os olhos da copo do galão - café a mais seriam horas a tremer. Dois feitos por dia, dois acrescentados, teria 20 por algum tempo. Esta calma e tranquilidade eram a sua base, quase a sua felicid... não, não, a felicidade não podia ser isto. Estava perto, mas não era aquilo certamente. Na verdade, não lhe dava mais prazer fazer isto que o quarto de vigor e a bola com creme aos domingos de manhã, ou reler os apontamentos de História das Mentalidades - as medeivais e modernas, essa era a melhor parte. A felicidade havia de estar perto mas um bocadinho mais à frente.


Hoje uma linha teimava em completar-se mais facilmente. "Não, não, eu vejo-te mas não quero ir por aí" e insistia em completar antes um quadrado, e outro. Sem ordem nenhuma em particular, mas sempre os quadrados antes de linhas e colunas. Que não podia ser, diziam-lhe. Se podia, tantas vezes chegara ao fim por aí. "Não, eu vejo-te, mas não quero até ser vital" e sorria.


Carolina, sentada ao lado no metro como sempre, pensava "Não me vê hoje também. Amanhã tento de novo. Um dia destes diz-me olá".

Thursday, 17 October 2013

Ainda a comunicação. Desta feita a Segurança Social

Do IEFP nunca tive razão de queixa. Já da Segurança Social não posso dizer o mesmo, estive 4 meses sem receber o que era meu por direito porque alguém introduziu mal uma data e teimavam que tinha sido no IEFP, na minha empresa, na minha cabeça e nos meus sonhos. No fim tinha sido mesmo lá mas ninguém se responsabilizou, ninguém viu e a vidinha continua. Tudo bem. 


Depois veio a saga dos 6% a partir de Janeiro. Todos contribuímos com alguma coisa e os desempregados que já só recebem, primeiro 65%, passados 6 meses 55% do ordenado, passaram a receber 49% do que recebiamos quando estávamos a trabalhar. Todos os impostos a mais são injustos mas permitam que este me toque mais por agora. Vejo birrinhas em todo o lado e o número, o 49% é mais uma, assim não está a maioria do valor do nosso lado, passa por aí. Mas o TC invalidou isto e o valor foi-me (foi-nos) restituído por inteiro em Abril. Tudo bem.


Como este governo (e outros, os outros também tiveram os seus) está cheio de gente muito esperta, redesenhou a medida. E o que eu adoro que redesenhem e me façam de parva... A-do-ro. Ora, medida redesenhadinha e o que se faz na Segurança Social? Não se desconta em Agosto, não se desconta em Setembro, desconta-se em Outubro e... exige-se a devolução de valores retroativos a Julho. Hã? Isto é ou não é brilhante? Isto é ou não é gozar com as pessoas? A carta começa com "informamos que foi apurado, como indevidamente pago, o valor abaixo indicado". E a mim apetece responder "ai foi? tivessem atenção". Isto era o que me diriam se eu não pagasse o que aparentemente devo, se eu faltasse às apresentações quinzenais, se eu não procurasse emprego, enfim, se eu não cumprisse obrigações nenhumas. Eles só têm uma que é fazer as contas como deve ser e mesmo isso fazem mal, mas eu tenho de pagar em 30 dias. 


A comunicação é toda um mimo. Claro que há alternativas. Desde que se justifique muito bem justificadinho que se é muito  pobre, pobrezinho a morrer de fome, e aí talvez - talvez, hã - se possa pagar em prestações. Ou então se se declarar que se recebe um daqueles valores tão indecentes que nem vale a pena falar. 


O resto da carta apresenta alternativas e procedimentos caso queira reclamar, que descontam nas 3 prestações seguintes, o que também me vai dar muito jeito, e ameaças de "cobrança coerciva em processo de execução fiscal" mas isso é só deprimente e não vos vou maçar mais. 


questão aqui não é eu poder ou não poder pagar. Vou pagar - a menos que alguém me diga ou eu veja que há movimento sustentado contra isso - , contrariada e com malabarismos com facturas e outros. A questão é que isto é tudo de uma indecência sem descrição. Desde a medida, ao procedimento da Segurança Social. É tudo de uma falta de consideração pela vida e contas das pessoas que já não tem descrição. Eu não tenho esses 6% de parte a contar com os enganos e apuramentos da Segurança Social. Gostava muito que me sobrasse dinheiro ao fim do mês, mas isso não é simplesmente possível. Sobra-me mês, digamos antes assim.  




Palavrinhadonra que podendo nunca mais na vida quero ser desempregada. Não é vida para ninguém, vão por mim. 

Do português. Pelo IEFP agora

IEFP. Segunda sala de espera. De um dos gabinetes sai uma das pessoas que estão a atender. Uma miúda levanta-se de um salto "vinha trazer-lhe o que fiquei de entregar ontem". Que está bem, mas como "aquele senhor tambem estava para atender, vou pedir que aguarde um bocadinho". O senhor intervem: "mas têm coisas a meio é? Não tem problema, acabe primeiro com ela!" Houve risos. E ele insistia "acabe com ela".
E assim se vai rindo pelo IEFP. XoxOxox
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Monday, 14 October 2013

Book sleeves

Book sleeves, ou as capinhas são uma invenção espectacular para quem como eu anda com os livros de qualquer maneira. Eu gosto dos livros mexidos, revirados, lidos com as mãos e atirados para o fundo da carteira. Pior é quando são emprestados e se me vai meia personalidade com o cuidado com os livros. Lembra-me uma tira da Mafaldinha em que pai quer tirar uma fotografia ao Gui que está a desenhar deitado no chão da sala, todo sujo, e quando o pai volta está limpinho, de risco ao lado e lápis alinhados. Assim sou eu com os livros emprestados: porto-me bem mas não sou eu. Adiante, book sleeves não resolvem tudo mas ajudam bastante. Alem disso são, regra geral, lindas. O patchwork nasceu para booksleeves por mais colchas que se façam. Não serão um bem de primeira necessidade e acaba por se adiar a sua aquisição... Até se ter o 50 shades of Grey para ler. Isto não é uma censura, escondam se quiserem esconder. O que eu não percebo é esconder-se isso, mas "Pura Malícia", com titulo piroso que dói e uma capa pior ainda, não. Book sleeves quando mal utilizadas, ou pelos motivos errados, revelam as vaidades. Temos quem não esconda se estiver a ler Saramago ou mais recentemento Alice Munro mas jamais seria apanhado a ler à vista de todos um Nicholas Sparks ou um Dan Brown. Mal não tem, somos assim, vaidosos e complexados... Hum? Complexos, era complexos, pois.
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Friday, 11 October 2013

Martim Moniz. A estação

Gosto muito. É das estações "novas" provavelmente a de que mais gosto. Os cruzados e guerreiros em mármore, tudo muito simples e eficaz, o próprio Martim Moniz entalado na porta (deixem-me, quero lá saber que seja lenda), ficou mesmo engraçada. Mas só hoje - lá está, pode ser da hora, de o cão estar a olhar, sei lá - reparei que é a do Martim Moniz, o Martim Moniz! E está cheio de Cruzados. No primeiro momento, pensei um "ai, não pode ser...", mas acho que vou rir, pronto.
O motivo pelo qual acredito que HA coincidências é porque assim tem muito mais piada, se fosse propositado tinha zero graça.
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Pode ser da hora

Mas a musica da Miley parece-me ok, martelos e línguas à parte. Também pode ser de estar calor no comboio. Do sono.
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Wednesday, 9 October 2013

Arranja-me um emprego, pode ser na tua empresa concerteza

eu só quero desabafar. Também quero um emprego, essa parte é a mais pura verdade. Mas este post é um desabafo. Não um desabafo melodramático, agarrada à almofada, de balde de gelado ao lado, nada disso. Mais um grito sem drama, um disparatar para exorcizar demónios, nada mais. Porque as pessoas ficam logo aflitas ou não ligam quando se fala nisto. Com razão, eu faria ou fiz o mesmo, já não sei. Cada um sabe da sua vida e nem todos estamos desempregados, felizmente.  


Mas quem está sabe como é receber comunicações do IEFP. E eu não tenho tido razões de queixa do IEFP, verdade seja dita. Nem o IEFP de mim, já agora. Mas a comunicação - este ano tudo vai dar a comunicação, eu que acho que a crise nos pôs a falar uns com os outros, e as instituições parece que pararam no tempo com a comunicação -, a comunicação do IEFP deixa muito a desejar. Sempre que me escrevem é para me verem dia tal à hora tal, muito bem dito num primeiro parágrafo, objectivos, curtos e grossos. Depois seguem-se três parágrafos, maiores, de ameaças. Se não apareço sou a pior do mundo e não mereço nada, se não apareço não posso estar neste clube, e não aparecendo e sendo expulsa só daí a x dias posso voltar. Uma espécie de vá pensar no mal que fez para aquele cantinho e depois volte. E até lá fico sem subsídio, claro. A aparecer, é bom que tenha procurado emprego nestes meses em que não dissemos nada uns aos outros e prove bem provadinho, senão lá está, expulsão, castigos e essas coisas. 


É tudo certo, está tudo bem pensado e eu acredito que estas regras e alertas sejam todos necessários. Mas permitam um lado de cá, que se sente constantemente de fato de riscas pretas e brancas e bola no pé, disparate à vontade com isto. Sem drama, juro, até me rio disto, mas é a imagem que tenho. 


 


Arranja-me um emprego
Arranja-me um emprego, pode ser na tua empresa, concerteza
Que eu dava conta do recado e pra ti era um sossego

Horas de almoço. Carlota Days

Como a Carlota almoça na espreguiçadeira, chegada a hora de almoço armo-me de pano, pratos, colher, ponho-lhe o babete e sento-me no chão. Regra geral corre bem, come a sopa toda e a fruta vai indo. Pior são os sonos. Hoje adormeceu e enquanto dorme o restinho que faltou na sesta da manhã escrevo este post. De vez em quando olho para ela, aqui ao lado, que levanta o indicador como a dizer "dá-me só mais um segundo". Aguardo portanto.
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Ah! Dos 15 anos de Nobel a Saramago

Que fez ontem, não foi? Dobradela de cantinho ou a memória imediata é: fui sair à noite e por Lisboa já havia cartazes de "Parabéns José Saramago". E eu achei bem. E arrepiante. Foi isto.


Li Saramago mais tarde, comecei pelo "Ensaio Sobre a Cegueira" continuei com outros e ainda tenho muitos para ler. Foi amor para a vida, nem toda a gente escreve assim, decididamente.


 


PS: para mim não há teams, até porque já conhecia e amava Lobo Antunes e mantenho tudo. Manual dos Inquisidores 4ever!


 


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Mais do metro. Há sempre mais

No metro do Cais do Sodré há dois timers, um de cada lado, para se saber quanto tempo falta para o próximo metro. As pessoas deslocam-se para o lado que indica levar menos tempo, como é natural. Pois não raras vezes tem de se mudar porque afinal o que chega vem do outro lado. Tudo já muito compostinho para entrar e trocam-nos as voltas. Por um lado penso que alguém se diverte com isto, por outro que isso seria só deprimente e portanto andamos ao sabor do que alguma máquina decida.


 


Depois, sempre sempre estes miúdos sem noção nem travão, que se metem pelo meio de todos e quando a porta abre nem entram à direito, mas fazem uma diagonal que atrasa à entrada do resto das pessoas. Just another day at the office.


 


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Tuesday, 8 October 2013

Das pessoas. Há sempre mais a dizer e a contar

Ouvi hoje, mas na verdade já ouvi muitas vezes. O tema era sushi, mas podia ser qualquer outro gosto, um filme, uma banda, uma cor. Era de sushi que falavam. Que é a moda, e reconheci-lhe o desprezo, uso-o quando digo o mesmo do gin. Que nunca tinha provado, mas sabia de quem gostasse muito. As outras ouviam-na. Uma contava que o filho da vizinha do primo do r/c direito andava sempre no sushi com os amigos e "dz'que gostam muito". E ela que sim sim, agora toda a gente vai. E eu e pensar que digo sempre que Luis Figo falou em sushi no primeiro ano de Barcelona e ninguém se quer lembrar disso, a Catalunha em especial. Ela de óculos muito bem postos e cabelo impecavelmente esticado de um violino que só a wella, que sim, "é a moda". ~


O melhor, o melhor de sempre nestas conversas é quando as ouvintes querem tomar a vez, ter uma palavra a dizer. Chegou o momento e todas opinavam. Ela atira, no desespero de reconquistar a ordem e voltar a ganhar a conversa, a frase que mais me fascina em questões de gosto (que eu, ingenuamente continuo a achar que é subjectivo, cada um tem o seu e que seria o mundo se todos gostassemos do amarelo ou eu tivesse de escolher um só favorito no calcio): "mas atenção" - adoro, todas respeitosamente na expectativa do que ali vem e parece sério, solene e sóbrio - "também é preciso saber gostar".


E é isto. Não percebo. Nem quero. Suponho que queira dizer que é preciso saber o que se está a comer, ou onde estão os melhores makis e teriakis. Mas não foi isso que ela disse. Ando mais despenteada, mas gosto do que me apetece, sem me preocupar se sei gostar.


 


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Monday, 7 October 2013

C baby

Nova fase começou sexta. Para mim, com ela, começa hoje. Vai ficar tudo bem.
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Tuesday, 1 October 2013

Queridas pessoas que

preferem meter-se numa nesga entre nós e o que estão a ver ou entre nós e por onde querem passar, a usar a formula mágica "com/dá-me licença": hão-de experimentar, faz maravilhas. XoxoxO
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Jogos de Inverno