Thursday, 30 January 2014

Extras de DVD. *Pode conter SPOILERS*

Vejo extras de dvd, sim, assumo tudo. Um dia aventurei-me pelos do Senhor dos Aneis e adorei. Ver o Shire nascer e outras coisas, foi prolongar mais um pouco os filmes já vistos e revistos. Desde aí geralmente espreito os extras, sempre à espera de uma pepita no meio de cabos, digitalizações e adereços. Sei que há quem não goste. E eu percebo, no West Side Story fiquei traumatizada com a descrição do sofrimento que foi ensaiar a cena da garagem, esse ícone. *estala os dedos com os braços encostados à barriga* 


Nas duas últimas semanas revi os Indiana Jones, os 4, da Arca à Caveira. Gosto sempre, e o meu preferido continua a ser a Grande Cruzada. Gosto de todos, mas esse tem mais alguma coisa apesar de não ter pontes aterradoras, esferas gigantes e perseguidoras, até o bicharedo é supostamente menos repugnante (supostamente porque ratazana é coisa para me fazer gritar mais). Se calhar a coisa que tem é o Sean Connery, ou as charadas no final para chegar ao cruzado. Ou a altura em que o vi no cinema. Não sei, sei que gosto muito dele. E dos outros. Até do último, senhores. Agora quando o revi pensei "eu não sei se gostei muito deste, mas não me lembro de o ter detestado". E não, tem momentos totalmente Indy e é isso que se quer num Indiana Jones. 


E dos extras? Ah pois, dos extras. Nos três primeiros não são tão bons, são documentários e tal, mas não se faziam a pensar num dvd na altura (embora eu me lembre de ver documentários sobre o Templo Perdido melhores que o que lá está, ou talvez eu fosse pequena e tudo me parecesse mágico). Mas no quarto já são uma coisa como deve ser, e entre bons pormenores - vide por exemplo explicação de como aliens não eram aliens mas parecem aliens, entre Lucas e Spielberg - achei uma das tais pepitas. Segue o spoiler. 


Picture it: John Williams e a banda sonora. Além do incontornável tema principal criou outros para este filme, um para a personagem da Cate Blanchett e tal, tudo muito bem. Há imagens da orquestra a ensaiar, John Williams e maestro presentes. Numa cena despretensiosa, vistos de trás, Williams e Spielberg que diz ao compositor que é o único homem além de outro que ele conhece que merece usar... e dá-lhe um chapéu. Do Indiana, percebem??aaaawe... derreti. Vivo para estas coisas, pronto. 


 


Fica no meu blog porque eu me percebo. 

Sunday, 26 January 2014

Dei-lhes livros

Livros, pensei, mas eles vão achar uma seca.


Vi livros de piadas, adivinhas e charadas. 365 cada um, uma para cada dia do ano. Podia ser que me safasse assim.


Lembro-me de ter os Flores para Crianças e Novas Flores para Crianças e devorar as piadas. De as perceber sozinha. Estão ambos nessas idades e arrisquei.  


Gostaram, pegaram-lhes e andaram a contar anedotas pela casa. 


D nem o casaco tirou. 


 



 



 

Sunday, 19 January 2014

Du um ano depois

Tenho um dedo magoado, o AoE III para jogar, mas ainda cá venho deixar uma dobrinha de canto antes que me passe e se perca o timing. Há um ano estava há 15 dias a tomar conta do Du, na altura com 8-quase-9-meses. Passávamos os dias entre brincar no mundo de brinquedos que havia na sala, sestas e refeições. Correu tudo bem e eu, o Duarte e o mano Afonso, ficámos amigos. Ontem fui visitá-los. O Afonso lembra-se de mim, sendo mais velho. O Duarte nem por isso, mas tambem so me estranhou à chegada, depois começa a fazer palhacices e macacada para me rir. Havia um hábito do Du que entra directamente para o top de queridices de baby. Adormecia agarrado a um frasquinho de aero-om. De inicio só o segurava, quando deixei de tomar conta dele, o hábito era encostá-lo ao queixinho, já podre de sono. Ontem soube (e vi) que continua a levar o frasquinho consigo para dormir. De derreter. Mais, um dia destes a gata da avô adormeceu, ele tapou-a e foi deixar-lhe um frasquinho ao pé para ela dormir. Cuteness overload. O Du, para os seus 20 meses, fala imenso e percebe claramente tudo o que se lhe diz. Derreti mais um pouco quando ao almoço me quis mostrar os bonecos a papar e chamou: "menina..."
Aaaaawe...
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Thursday, 16 January 2014

A verdade é que hoje sonhei com ovos verdes

E foi. Ía a caminho não sei de onde, a pé pela rua, e parou-se para comer qualquer coisa.


Veio uma travessa de ovos verdes em piramide para a mesa, e eu muito admirada, que não tinha lido nada sobre ovos verdes em lado nenhum mas agora ali estavam e ainda bem que gosto tanto e isso. Eram ovos do campo, não lhes chamavam ovos verdes, respondiam-me. E eu, que estava mal que lhes chamassem o que quisessem, mas com um /ovos verdes à frente ou eu jamais saberia que ali os havia. 


E foi isto. São estas as coisas que se vão passando nos meus sonhos. 


 


Anda a combinar-se uma ida aos ovos verdes com os amigos-de-bibe. Na escola era prato habitual e ficou-nos a quase todos. Mal posso esperar. 

Wednesday, 15 January 2014

O uber. O sono. O Boeck

O uber continua a nao cooperar e dou sossego a quem (hoje nao) me lê. A app do BB tambem amuou e diz que nao lhe apetece. Sossego total do outro lado. Ter trazido um livro era hoje ainda melhor ideia, mas nao aconteceu. Adormeceria antes do destino, o que nao sendo a primeira vez, é sempre terrivel. Acho que estou de birra, o sono é tanto que nao chego a perceber. Por outro lado, eu estou muitas vezes de birra, pode bem ser mais uma. Nao fazer muito sentido no que digo é sintomático. Estou naquele patamar em que tanto me pode sair uma alarvidade e um pontapé, ou uma espiral de tolices e trocadilho. E rio-me em qualquer dos casos. E só quero ir dormir. O Boeck, o Boeck. Eu tenho sono mas sei o que vi. Vi-o cumprir, mas vi ainda 3 ou 4 bolas para a frente que me complicam cá com o sistema. Isso nao era recurso e assim? Passou a grande defesa no ultimo Europeu e eu nao percebi? Mas vejo por quase todo o lado que foi o homem do jogo. Desculpem-nos Slimani/Mane/Vitor/Adrien, que nao sabem o que fazem. E sim, eu gosto do Boeck. Há imenso tempo, oooouça.
Mas eu tenho dormido mal, pode ser isso. E sou de birras, pois. Deixem-me, vou ver onde tenho o rise of nations.
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Tuesday, 14 January 2014

Pessoas. Das humanas e arrogantes.

O dia começa agora. Um café e os pensamentos e twitts saem em catadupa. Quem olha para mim vê um cacto, quieto quietinho, sono imenso, olheiras grandes. Mas a cabeça vai a mil.
Eu adoro (not) esta coisa muito portuguesa do humilde que merece o céu, o arrogante o inferno. E a coisa melhora com a facilidade com que alguém passa por arrogante. Se nao se gosta a melhor maneira de angariar simpatizantes para a causa é usar um "nao gosto, é muito arrogante". E as pessoas ficam a pensar, no seu cantinho, "espera lá, arrogante pode atingir-me o complexo de inferioridade e eu nao gosto cá disso. Se é arrogante também nao gosto". A palava arrogante tdesperta o patinho feio que há em si.
Vem isto a propósito do menine ter chorado e se dizer que ele ficou mais humano e isso. Mas eu vejo-o de outra forma há muito tempo, tenho de ter paciência com estes clichés que as pessoas gostam de dizer, repetir e imitar. Vou esperar pela sesta da Carlotinha e ver tudo como deve ser, que ontem nao vi nada dos choros e isso. Logo se vê se sai post.
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Monday, 13 January 2014

A verdade é esta. Do menine

Eu bem tento ignorar, pensar que ganhe o melhor, e que na verdade gostei de ver todos e isso. E ao longo do ano irritam-me as previsões certas (quase, só quase) de que o Ronaldo vai ganhar. No dia toda a gente tem assistido ao "nao, nao ganhaste outra vez" e eu volto a amuar, aos que chatice, para que ligo eu a isto, é só uma porcaria de um troféu. Mas é tudo o resto nao é? Tudo o resto e eu ter 3 anos no que toca a deixar-me "picar". Eu nem queria estar aqui a fazer este post, eu tinha planeado ver os saltos do miudo - a ultima tara -, e deitar um olhinho ao Ruud Gullit e a quem mais aparecer. Nao quero saber se são os golos, os troféus, as Suécias fuziladas. Eu queria mesmo era que me fosse indiferente. Mas depois vejo aquele empenho dele, que é mais que o dos jogos, a evolução constante, e quero que ganhe mais uma e outra vez. Porque se nao ganha é o eterno segundo (ou terceiro), e ele nao quer saber disso para nada, mas quer. E eu tambem nao. Mas quero. Sucede que com a tarde se atropelam os "desta é ele", as certezas mais certas que nos outros anos, o Rio que diz que vai pra rua nu se nao for, e eu fico logo fraquinha com estas coisas. Ai sim, fico. De maneira que agora estou para aqui à espera, à hora a que anunciarem nem devo ter uma tv à frente, e portanto nem sei se vou saber ou quando ou tcomo. Nao sei, pronto, já estou irritada. E se ele ganhar quero mais é que se saia bem, e se nao ganhar faça mega-sorriso, mas isso ele nao consegue. Nem eu, nem eu.
Eu, menina de meu menine me confesso.
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Friday, 10 January 2014

as voltas de um urso (acordado) durante o sono

Nós hoje

C. Vindo à tona para novo mergulho

Nao sabemos bem o que vem por aí, até datas há por confirmar. E tu felizmente sabes menos que nós. Consola-me saber que nao percebes nem sabes, na mesma medida em que me dói que tenhas de passar por tudo tao pequenina. Nao sabemos o que será, sabemos o que foi até aqui. Dos meses de bebé rechonchudinha e risonha a resistente e bem dispostinha apesar de tudo. E que tudo. Temos estado juntas desde julho e foste-me entrando pela vida e ficando-me nos hábitos. Às vezes em casa, onde nao há bebés, dou comigo a ver onde está o fim da sonda para nao ficar presa ou trilhada em lado nenhum. Já nao digo quantas vezes embalo a espreguiçadeira vazia ou mesmo invisível com o pé direito. Esta semana estavas ao colo da mãe e outro menino chorou, eu abanei o teu carrinho sem pensar. Sei de cor o Carochinha para bebés, canto-to com o Music box em fundo. E tu, baby querida que és, pouco te incomodas com a minha péssima voz. Sossegas mais com o céu no fundo do chapéu ou a estrelinha que nasceu, e ris com os "ratitos pequenos e engraçados" quando faço a voz mais forte para dizer que "apareceu o senhor gato". Esta semana encontrei-te a comer como nunca antes, abençoado apetite seja la como foi aberto. Há coisas que vamos vendo à semana e as refeições são uma delas. Esta semana foi a melhor de sempre. A interacção que tarda mas às vezes parece avançar de repente e tanto. Hoje dei-te o ursinho "faz barulho com o ursinho, Carlota". Afastaste-o de ti e abanaste-o 3 vezes. *lagriminha minha* Depois do lanche andámos a rodopiar na cozinha enquanto esperávamos que a sala ficasse pronta. Dava-te beijinhos e rias, davas guinchinhos. O pescocinho a jeito para mais uma volta. Vim-me embora com tudo isto apertado no teu abracinho pequenino e frágil.
Já tenho lido posts dirigidos a bebés e nao pensei estar a fazer um agora. Já tenho pensado no que seria voluntariado com meninos como tu e nunca cheguei a decidir-me. Nao pode ter sido por acaso que foste posta no meu caminho.
Tamo junto, baby querida.
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Wednesday, 8 January 2014

Manhãs (madrugadas, va)

No comboio são 7h39 há vinte minutos. E eu, está bem. Há uma nesguinha de céu a espreitar por entre as nuvens, e por agora nao chove. O céu esconde-se três, dois, um dia, e eu sinto sempre falta do azul. Quando fui à Madeira a maior alegria que tive foi o mar ali tão perto. Nao foi surpresa, domino o conceito de ilha desde cedo. Mas nao esperava o alivio que senti. Nao me considero pessoa de hábitos e rotinas e se calhar sou. Mas ceu e mar nao são rotinas, contam como cenário. E são estes os posts a esta hora. A outra desistiria deles provavelmente.
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Monday, 6 January 2014

Do drama doméstico

Isto devia ter saido pelas dez para as 8, mas a essa hora nem tudo funciona e o mail de envio era outro. Adiante.
Sair de casa e sentir o vento, pensar que é daquele mesmo bom para secar a roupa. O estendal na sala, a casa em ligeira corrente de ar a ver se as toalhas secam. E o vento mesmo bom para as secar na corda. Hoje cedo outra vez, de volta à Carlotinha. Tempos duros que nao passaram e se avizinham mais dificeis. Espera-se que pelo melhor, sempre, mas há ainda complicações a tratar, a ver, a saber. Pelo caminho, a roupa, o vento, a roupa na corda, pensar que ainda chove e por isso fiz bem em deixar como deixei. O mar que por aqui e agora está pouco agressivo, aconteça o que acontecer por essa costa, já passei. Dormir pouco, sonos trocados e ansiedades. Carteiras e trouxa, acho que trouxe tudo. Surpreendente. Lembro-me como sempre me enjoaram as conversas à segunda sobre o estendal que tinha andado fora e dentro de casa. Mas, raios, hoje o vento estava mesmo bom, daquele bom para secar roupa. Quem seca roupa sabe do que falo.
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Friday, 3 January 2014

Anitta

Estou a ver a Anitta na Sic. Mal ouço "pre-para que agora é hora dos show das poderosas" reconheço a musica que cantava a Marta - 7 anos, relembro - um dia destes (e perguntou-me se a conhecia). Fala-se de ter muito publico infantil e de o look e letras de Anitta nao serem muito pueris. E a própria, abençoada, juro, diz "criança nao vê a maldade, nao pensa essas coisas". E está tudo dito, eu com a idade da Marta tambem achava que as Doce e a Lena D'agua se vestiam lindamente.
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Os básicos. As compras. E duram e duram

Ando em modo escrever posts acelerados, é assim que devem ser lidos ou vai parecer que escrevo muito mal, e se calhar até sim, mas vamos poupar-me a mais esse golpe no ego. Hoje fiz umas compras, comprei roupa de que estava a precisar, mas a novidade nao é nada esta, nem a dita roupa que é básica, mesmo para durar até eu poder fazer o meu guarda-roupa sem ser de emergencia-socorro-que-nao-tenho-nada-para-vestir. Sim, porque aprendi finalmente que a roupa dura mais do que pensava, dura ate nao poder mais. Dura se a escondermos uma por cima da outra que ainda tem bom ar para nao se notar como está gasta, e faz mais uns meses. Dura mais umas lavagens e secagens, mais uma voltinha mais uma viagem. Durou e agora nao dava mais, fui às (poucas e económicas) compras, assumo tudo. O que aconteceu hoje praticamente pela primeira vez, foi adquirir peças que têm a ver umas com as outras, podem-se misturar, combinar, baralhar-se e voltar a dar. Espectacular, estou orgulhosa da minha combinação de básicos. Sim, eu até os básicos consigo comprar sem terem a ver. Porque olho e gosto. E mais à frente, uma coisa nada a ver, tambem gosto. Costuma ser assim. E em dias diferentes só agrava. Depois misturo tudo e chamo-lhe "o meu estilo", armada em esperta. Depois vejo se tiro foto e consigo uma decente. Nao esperem coisas da moda, que eu nao estou em fase de a acompanhar sequer. E foi isto. XoxoXO
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Thursday, 2 January 2014

A delícia de chocolate e eu


 


A da bimby, pois. Já metade ou mais da população conhece essa iguaria que sai da bimby para o forno tempo qb para ficar uma mousse em fatias deliciosas. E para quem não conhece, é isso: um bolo de mousse. Delicioso. Simples e delicioso.


Eu tenho momentos Bridget Jones na minha vida (quem não?), mas na cozinha supero-me. Eu já fiz bolo de cenoura com sal refinado em vez de açucar, por exemplo, dei por isso antes de ir ao forno. No resto até me vou saindo bem, não há queixas e as coisas saem com o aspecto que quero geralmente. Mas não com a delícia. 


Dizia então que sou uma Bridget na cozinha, ainda que sem as bunny ears. Mas tenho de facto momentos desses, e com a delícia atinjo o impensável. Pois bem, aqui vos digo que a receita deve ser a coisa mais simples de fazer e eu de toda a vez não acertei com o resultado pretendido. Uma porque a fiz sem ter a bimby, mas eu tinha de a fazer. Ficou bolo de mousse, é certo, mas não a delicia. Outra porque cumpri o tempo de forno e ele foi demais, e uma outra ainda porque me esqueci (sim...) dela no forno já desligado e passou do ponto, claro. Bons bolos de chocolate mas eu queria a delícia, essa é que eu quero sempre.


Mas isto não é nada comparando com a última vez. Fiz tudo muito bem feitinho até à entrada para o forno. Pré-aqueci-o, forma com papel vegetal por causa da chiqueirada, mistura vertida, e tudo no forno. Dois minutos passados e começa a cheirar-me a queimado. A papel queimado. A medo, espreitei. Parte já estava como na fotografia. Tinha deixado a prateleira de cima muito em cima no dia anterior já nem sei porquê, e nem reparei. Conclusão: o papel ardia. Foi muito bonito de se ver. A delícia estava boa, depois de a socorrer das labaredas e cinzas, mas convenhamos, era escusado o efeito cénico. 


 


E é isto, momentos de comédia pura que se perdem para sempre porque e não filmo a minha vida. 


 


Delícia, não és tu, sou eu. 

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