Amigas e conversa em dia. Lembranças de Berlim e Ouarzazate.
Receita vista ali.
Tenho experimentado e estou a gostar de os fazer.
Este foi para a Catarina, que faz anos amanhã ( já é hoje entretanto). Chocolate com nozes, a pedido.
E hoje não há mais posts que estamos (estou) em fase de transição e nem sei se estou a lidar bem com isso ou não.
Tudo na mesma, tudo confuso, tudo num impasse. Vou ter de ser eu a agir e isso aborrece-me neste caso.
Soube-me bem fazer o bolo e vai saber-me bem amanhã estar em gravações, ocupada (e a investir num rendimento).
E o "Para Roma com Amor", Para Roma Com Amor por cá? Adorei.
Dos Woody Allen na Europa foi o de que mais gostei. Podia ser por ser em Roma (e e calhar foi um bocadinho), mas há duas histórias que estão sublimes.
Não gosto de me alongar sobre filmes porque há sempre quem não tenha visto, e se eu detesto que me contem filmes e séries... Juro, poucas coisas me deixam tão azul.
Adiante, há duas histórias então, talvez por serem temas que já todos abordámos - são mesmo coisas universais como o cantar no duche e a fama instantânea - e levados ao extremo, têm um resultado muito divertido mesmo.
Gosto de elencos, sou de nomes e actores - assumo tudo - e este tem muitos. E o Woody Allen entra, o que é sempre um plus. Ah, que ele faz dele e assim. E então? Não é por isso que quem vê Woody Allen vê Woody Allen? É pois. Se não é, devia.
Vão ver vão, que é giro e bem disposto.
Nas noites em que não estava frio nenhum foi certinho ter uma melga no quarto. Exagero, não terá sido em todas, mas uma ou outra.
O pior de ter uma melga no quarto é aquele "zZzzzZZZZZzzz!" em volta da cabeça. Aicanervus!
Assim que oiço, ligo a luz e fico de plantão a ver se a apanho. Só descanso quando a mato. Lamento, estes bichos mato.
E de noite, quando estupidifico de sono, é tudo muito mais absurdo. Imagino que as melgas são inteligente e pousarem nas grades pretas da minha cama é propositado e pensado "ela aqui não me vê". Mas vejo, bicha estúpida, essas patas longas não enganam ninguém.
Um dia destes apanhei uma na parede (branca) e antes de lhe acertar, ver o meu rico sangue ali espalhado e limpar tudo antes de me voltar a deitar, vi-lhe as asas. Tinham pintas! Nunca tinha visto. As vossas melgas também são sarapintadas?
A República tem cento e dois anos e o país está de rastos. Muito bonito.
Uma tristeza e a nós resta o dia a dia, mesmo que vamos para a rua e gritemos o que nos indigna, teremos de o viver e esperar pelo que aí vem.
Pelas redes sociais tudo se virou do avesso como a bandeira esta manhã, e está feito o feriado. O último. Aquele que dá tanto jeito para uns dias antes de começar o mau tempo.
Nos últimos dois anos estive fora no início de outubro: o ano passado em Londres, há dois anos Amesterdão. Este ano planeava estar em Istambul por esta altura, mas com os acontecimentos do verão, não pôde ser. Um dia destes vou lá. Não será muito republicano da minha parte (ainda por cima estive em duas monarquias), mas soube-me bem. A repetir assim que possível.
E botas? Ainda nada. É isto.
Não há blog meu sem menção ao meu clube, é mais forte que eu.
(%$&$#&$#%$ se eu percebi que $&%#$%&#$$ se passou ali hoje %#$&#$&)
Sim, sou do Sporting e até já sei do que a casa gasta, não conto com jogos ganhos à partida. Se digo que estou nervosa antes de um jogo sei bem do que falo, já vi suficientes para saber que tudo pode acontecer. Mas hoje nem tenho reacção, foi o cair no abismo que tanta gente já previra.
(&#%$&$$# raizuspartam mais o $%$&$& se não é um é outro)
E eu, eu tenho sempre esperança "ah, pode ser que não seja tão mau assim..." e depois... depois o Sá Pinto não leva Elias, Capel nem Carrillo, tira o Rinaudo, e eu acabo enterrada no sofá, amuada, a desejar um reset a tudo.
Perguntava ali e eu respondi automaticamente "tantos". E de seguida achei que podia participar.
Eu chego a ter 4 e 5 livros começados. E alguns nunca cheguei a terminar mesmo, mas conto com eles como "a meio", um dia lê-los-ei.
E de facto, regra geral não é porque não lhes queira voltar a pegar, mas alguma coisa não funcionou. Nem que tenha sido preguiça. Já me aconteceu não achar muita graça a um tom, mas também já me aconteceu gostar da narrativa, da escrita e o Intermitências da Mort... o livro pois! ainda ali está por ler.
E não se pense que não sei como é bom ler. Adoro a sensação de querer voltar depressa para casa ou para onde possa ler mais um pedacinho da vida daquelas pessoas que acompanho e me acompanham enquanto o livro durar. E adormecer a ler? Top. Ler e reler a mesma linha numa teima de "ainda não estou a dormir, não estou" e já estou completamente. Há poucas coisas tão boas.
Já há botas giras em todo o lado! *corre de braços no ar* abriu a temporada.
Eu sem emprego, subsídio sabe Deus e quando o tiver é para pagar 'nha rica toca e para pouco mais chegará, e as botas a sair de todo o lado. De blogs, redes sociais, montras e rua. Marcas, marquinhas, marquetas. Botas e mais botas. Botas, botins, fivelas, tachas e lacinhos, saltos e tacões. Botas e mais botas.
Faço sempre isto. Vejo, olho, namoro as botas de que mais gosto. Dois, três géneros diferentes, geralmente as mel ou camurça são as minhas eleitas seja qual o modelo. É uma fraqueza minha, botas dessas cores, nem sei bem porquê. Adiante, ía explicar o meu m.o. que não é nenhum, é mais um contentar-me.
Eu gosto muito de botas, mas as botas não gostam assim muito de mim. Ou eu não me faço gostar, talvez seja por aí. Sucede que devido ao diâmetro da minha perna (passemos isto em fast forward) nem toda a bota me entra. Assim, é um bocadinho entre a tentativa e das-que-gosto-ora-a-ver-qual-consigo-fechar. Há quem tenha o problema inverso bem sei. Mas agora até se usam as botas mais folgadinhas, acho que todas nos safaremos de uma forma ou de outra.
Abriu a caça à bota, então. Vão sem mim que eu vou lá ter (e vou). Se adquirir umas apresentáveis, depois mostro.
Não vou deixar o pior para o fim, esclareço já de entrada: a Joaninha morreu em julho. Assim, porque foi assim que nos desapareceu também. Ou assim parece: nada nos prepara, nada consola. Era minha colega, era da nossa equipa. A Joana marcou muita gente que a conheceu e isso é o que nos fica no meio da revolta de não podermos impedir a desgraça.
(Eu juro que quero passar o positivo, palavrinhadonra. Mas não é fácil.)
Eu não era a mais próxima da Joana (tenho saudades dos que eram, muitas) mas ainda a tenho bem presente, a maneira de andar, de ir a um lugar e voltar ao dela, a baixar-se ligeiramente para ser discreta enquanto sorria, do riso, das cantorias, das angustias.
Sempre me senti num big brother, não por ser observada, mas pelas horas que passamos juntos. No trabalho - e em open space então - estamos mais tempo uns com os outros do que com familiares e amigos de casa. E isso pode não significar fazermos amigos de casa, mas no caso da minha equipa gerou-se um ambiente que nos uniu e sejamos frontais, nos aguentou mais tempo do que seria de esperar.
Havia quem revirasse os olhos quando se falava no bom ambiente, interessam os números e o resto é paisagem. Não é. Se não houvesse o ambiente no qual a Joana foi parte fundamental, tenho a certeza que teria havido mais rotatividade e mais cedo do que houve. Não tenho qualquer dúvida.
Toda a gente ali trabalhava, a questão nem nunca admiti que fosse essa, só conseguimos que fosse mais suportável um dia a dia mal pago e muitas vezes mal agradecido.
Ficam-nos as memórias e as saudades. Ao dia 3 de cada mês, confortamo-nos com uma mensagem e lembrança da Joana. É o que importa no fim, que importa o resto.
Esta fotografia é de janeiro, no almoço em que trocámos presentes e eu fui a amiga secreta da Joana.
Já a levei à Vorwerk e ficou lá (a casa está vazia sem ela... ahahah peço desculpa, voltaremos a um tom grave em segundos). Um aparte: a Vorwerk tem sempre um aspecto impecável (vou à de Alfragide) e o atendimento é bom. Sim, eu sei "também era melhor", mas já vimos acontecer pagarmos um serviço e os apoios deixarem a desejar. Digo eu.
Contactam-me para orçamentos e assim, mas ouvir falar em "placa de potência" não me deixa muito animada.
*dor* nem sei bem que esperar. Não tenho eu carro para não me preocupar com rombos e despesas. O que mais me chateia é ter sido asneira minha, reguei a bimby gratuitamente. A cabeça na lua será sempre a minha desgraça, estou certa.
Não é um tacho ou um robot de cozinha, para mim é o meu gadget do dia a dia. Faço um simples arroz na bimby, assumo tudo, mas também gosto de ver uma receita tradicional e adaptar-lhe velocidades e temperaturas na bimby e o resultado ser igual. Tem cuca no lance, sim.
Não vou falar de direitos ou deveres, Deus me livre, farta dessa conversa. Isto - as greves - na prática é o que se chama 'ma granda chatice para quem tem de se deslocar e não pode, pelo menos como nos outros dias.
Ontem ouvi um senhor dizer "Se eu fosse o Primeiro Ministro proíbia greves durante um ano. Isto está mau, temos de trabalhar.", e lembrei-me de uma vez - já há, se não milhares de anos certamente no século passado - no café onde íamos todos (que é todos? eramos nós, pois. Todos tivemos uma fase em que eramos "todos", e nós íamos todos ao mesmo café) falávamos com um rapaz sobre Angola, a guerra e a paz, por aí. Lembro-me que havia cuidado de quem falava e não era de lá. Já ele, respondeu "Paz, paz... pás e picaretas!" e nós rimos, e houve alívio. É um bocadinho a mesma lógica, sendo que nós não estamos em guerra. Oficialmente, pelo menos. Ou para já.
As greves serão um direito, mas são uma maçada para quem, como eu durante tanto tempo, tem de andar a pensar em percursos e transportes alternativos, falar com amigos, saber como vão, como vêm, chegar muito mais cedo ou muito mais tarde, sair mais cedo para chegar à mesma hora ou mais tarde. Maborreçam, é uma cha-ti-ce.
Esta semana não apanho a greve de comboio. Se preferia ter um emprego? Preferia, mas não tenho saudades das greves. Nenhumas.
Ao serão Acompanho a Gabriela. Depois de anos sem ver novelas de espécie alguma, não quis perder esta nova versão. A última que vi, e foi porque "ah, é com o José Mayer e assim", foi a Senhora do Destino, nem sei há quantos anos. Isto para dizer que não vejo mas não é fundamentalismo do tipo "não vejo novelas".
Mas também me cansa o comboio que se tornaram as telenovelas. Três por noite, encadeadas umas nas outras, e aquele joguinho de mudar de horário a que está a acabar para começarmos a ver a nova e quando damos por nós, já estamos a ver 3 e 4 novelas sem saber bem porquê. Bem sei que o propósito é nem pensar, entreter e pronto. Mas não me tem apetecido que seja esse o meu serão. Adiante, vejo a Gabriela (e lá está, já comecei a ver a Avenida Brasil, por começar logo a seguir, enfim).
Do que eu gosto mesmo na Gabriela, é de expressões como "o xamego que tu tinha por mim desaconteceu", isto é de derreter e eu não resisto.
E eu sei que o José Wilker foi um excelente professor Mundinho, mas adoro vê-lo como Coronel Jesuíno (e confesso a minha tendência a dizer sempre "coroné" quando falo de um deles).
Humberto Martins ser Seu Nacib é só mais um plus na nova versão. Adoro-o.
Pronto, isto e mais faz-me rever a Gabriela. É provável que haja posts de "então e hoje a novela?".
Anseio pelo "sapato não, seu Nacib..."