Sunday, 28 October 2012

Hoje ao lanche foi assim


 


Amigas e conversa em dia. Lembranças de Berlim e Ouarzazate.


Receita vista ali

Thursday, 25 October 2012

Ainda da (e na) segurança social

Abaixo do sinal de "proibido fumar", um sinal com um telefone cortado por um X: "evite o uso do telemovel". Imagino o cenário dantesco de 30 pessoas ao telefone a contar a amigos e familiares as horas de espera. Still, parece-me um bocadinho despótico.
Houvesse tanto rigor em tudo, e já se percebia melhor. É a mesma lógica dos miudos dos graffiti (que eu aprecio, sujices a toa na parede é que não são nada) que um ministro quis maçar há uns anos: se não tivessemos mais nada com que nos preocuparmos, talvez pudessemos entrar em picuinhices de vizinho desocupado que se remoi dia e noite no bater de portas, 2 andares acima do seu. Assim, deixem as pessoas, pá.

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Mais uma manhã na segurança social. Não me custa esperar vez, custam-me os 4 meses para saber do meu subsídio. Custam-me mais ainda os indeferimentos que não são responsabilidade minha. Custa-me um bocadinho este casal aqui ao lado, a brincar e a bater-se enquanto espera, ela pergunta-lhe como se diz "próximo" em francês, ele que não sabe, e ela "prrroche". Riem muito os dois, enfim. Pelo menos estamos sentados, e antes isso que estarem a agredir-se, há que relativizar tudo.
Eu até sou fã do simplex, tratar de tudo via web, processos simplificados e acessiveis. Pior é quando empanca. A segurança social apregoa aos sete ventos "faça tudo e mais um par de botas pela segurança social directa! Entre, entre! Trate da sua vidinha sem sair de casa". Eu não me importo de sair de casa, de vir ca tratar pessoalmente. Sucede que já estou em todas as frentes para não esperar mais 4 meses.
A segurança social directa começa logo por ser egoista. Só consigo ver o estado do meu pedido, motivos nada. Mas pode enviar-se um pedido de esclarecimentos por mail. Envio, sem anexos claro, nem é permitido, não vamos mandar a fabulosa segurança social directa abaixo com anexos que ate podiam acelerar o processo. Peço esclarecimentos sobre o indeferimento. De setembro para ca, ja devo ter enviad 4 ou 5 mensagens. Responderam a primeira a semana passada, a segunda esta manhã. Sempre com evasivas e um "não hesite em contactar-nos" a fechar, depois de não me dizerem nada.
Aguardo vez para falar num balcão (chama-se balcão? Não sei, e já não quero saber), e dia 8 de novembro tenho hora marcada nesse atendimento especial que é o Areeiro. Manter essa data será péssimo sinal, uma vez que os pagamentos são processados a 5 (sou detentora de toda esta informação já, tudo inútil no futuro mas que agora me tira o sono). Considero pedir livro de reclamações ainda que me digam que isso é para o atendimento e não para a situação. Vejo-me agarrada ao livro a gritar que me resolvam o assunto, e é o mais perto que me sinto de Manuel Subtil. O mais provavel era terminar com uma sapatada nas minhas mãos, o livro no chão e eu a sair com um "obrigada, uma boa tarde". Aguardo, portanto.
Cansada. Muito. Eu.



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Tuesday, 23 October 2012

Dos bolos


Tenho experimentado e estou a gostar de os fazer.


Este foi para a Catarina, que faz anos amanhã ( já é hoje entretanto). Chocolate com nozes, a pedido. 


 


E hoje não há mais posts que estamos (estou) em fase de transição e nem sei se estou a lidar bem com isso ou não.


 


Tudo na mesma, tudo confuso, tudo num impasse. Vou ter de ser eu a agir e isso aborrece-me neste caso.


 


Soube-me bem fazer o bolo e vai saber-me bem amanhã estar em gravações, ocupada (e a investir num rendimento).

Sunday, 21 October 2012

Sobrevivendo na cozinha

Não é a bimby. Também é, mas não é.
E também do não ter a cabeça no lugar, do deixar tudo por todo o lado. Adiante.
Um bolo para o lanche de hoje, são os 6 anos do J e fiquei de levar um bolo (recomendação do próprio "todo de chocolate!"). Pensei no bolo de mousse, a piece de resistance para amantes de chocolate a mesa.
Drama 1 - Hoje para o fazer lembrei-me que me falta a balança (uso a da bimby por isso não me preocupei em ter uma), mas temos cérebro para alguma coisa e comecei a ver o que já era certo e não precisa de ser pesado: os ovos são certos, o chocolate é certo, a farinha estava em colheres de sopa, a manteiga, com as abençoadas medidad no pacote torna-se certa. Só o açúcar não podia medir, mas esse é o menos, fui fazer o bolo. Drama superado.
Drama 2 - tra la la bora bater as claras e assim... E as hastes para bater claras em castelo? Nada, em lado nenhum. Ficaram em casa de mamãe a semana passada, trouxe tudo menos isso. Impressionante. Ontem deixei coisas de que vou precisar ainda hoje, no carro de uma amiga, enfim, tenho a vidinha espalhada por Lisboa e linha (até ver). Solução? O meu stress na cozinha: claras em castelo a mão. O cão pode ser o melhor amigo do Homem, a batedeira é muitas vezes a minha (nunca fiz a minha tarte de chocolate e natas sem ela, NUNCA bati claras sem ela). Mesmo assim, challenge accepted, já não tenho tempo para ir buscar hastes, fazer bolo, prefiro o meu forno e por isso não quis ir de armas e bagagens para casa de mamãe. E pronto, estreei-me nisso hoje. Não é importante mas é. Drama 2 superado.
Agora sei que se pode viver sem batedeira. Mas eu não quero.


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Saturday, 20 October 2012

Blog intervalado, semana intensa e a saga continua

A segurança social continua a não me resolver nada e eu estou cansada.
Próxima pessoa que me diga que o dinheiro não é tudo, merece ficar sem emprego, sem ajudas, sem mesmo aquilo a que tem direito, e depois me dirá.
Enfim, adiante que este blog se fez para tudo um pouco mas esta parte aborrece-me demais.
Pessoas improváveis (ou sem obrigação) que estendem uma mao e tentam ajudar. Pessoas que fazem companhia.
Trabalhos para um dia mais tarde recolher frutos e algum rendimento.
Sustos com meias palavras, não confirmações, mais um fim de mês com o coração a disparar. Nunca mais quero perder um emprego. Nunca mais quero precisar de ajudas que não chegam. Direitos, mesmo.
O que me lembra o miudo de Londres. A 100km eu sei. Seja como for, percebo a mensagem. Mas são os 22 anos e o deixar o pai só a falar, acima de tudo. 2 mil libras? Dêem-me umas crocs brancas que eu vou.

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Wednesday, 10 October 2012

testando as redes sociais

e assim. e isso. coisas.

Mas como não me lembrei antes?!

RebentAbolha, tenho um treinador preferido, sim!
Estou em contra relogio para um almoco, mas vou no metro, posso escrever.
Então eu não pensei em Walter Zenga porquê? Sempre a dormir...
Um dos motivos pode ser porque o rapaz tem clube, pois. Parecendo que não, ser pago na Arábia (não me lembro, é num lugar assim, com deserto e petróleo) é capaz se ser confortável.
Mas gostava. Com Zenga é forte e feio, sempre teve atitude. E se não me engano foi campeão na Roménia e la por onde está.
Mas como não me lembrei desta pessoa? Um dos meus maiores idolos de adolescente. Adorava-o como guarda-redes precisamente pela atitude. Bem sei que a minha opinião risca zero, mas fica dada.
E agora voemos que há pessoas a espera.


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Tuesday, 9 October 2012

To Rome With Love

E o "Para Roma com Amor", Para Roma Com Amor por cá? Adorei.


Dos Woody Allen na Europa foi o de que mais gostei. Podia ser por ser em Roma (e e calhar foi um bocadinho), mas há duas histórias que estão sublimes.


Não gosto de me alongar sobre filmes porque há sempre quem não tenha visto, e se eu detesto que me contem filmes e séries... Juro, poucas coisas me deixam tão azul.


Adiante, há duas histórias então, talvez por serem temas que já todos abordámos - são mesmo coisas universais como o cantar no duche e a fama instantânea - e levados ao extremo, têm um resultado muito divertido mesmo.


Gosto de elencos, sou de nomes e actores - assumo tudo - e este tem muitos. E o Woody Allen entra, o que é sempre um plus. Ah, que ele faz dele e assim. E então? Não é por isso que quem vê Woody Allen vê Woody Allen? É pois. Se não é, devia.


Vão ver vão, que é giro e bem disposto.

Monday, 8 October 2012

Das melgas

Nas noites em que não estava frio nenhum foi certinho ter uma melga no quarto. Exagero, não terá sido em todas, mas uma ou outra.


O pior de ter uma melga no quarto é aquele "zZzzzZZZZZzzz!" em volta da cabeça. Aicanervus!


Assim que oiço, ligo a luz e fico de plantão a ver se a apanho. Só descanso quando a mato. Lamento, estes bichos mato.


E de noite, quando estupidifico de sono, é tudo muito mais absurdo. Imagino que as melgas são inteligente e pousarem nas grades pretas da minha cama é propositado e pensado "ela aqui não me vê". Mas vejo, bicha estúpida, essas patas longas não enganam ninguém. 


Um dia destes apanhei uma na parede (branca) e antes de lhe acertar, ver o meu rico sangue ali espalhado e limpar tudo antes de me voltar a deitar, vi-lhe as asas. Tinham pintas! Nunca tinha visto. As vossas melgas também são sarapintadas? 

O treinador que eu gostava de ter

No meu clube, claro está.
Não tenho nome, não tenho embirrações, venha quem vier terá o meu beneficio de duvida e paciência (não faço outra coisa que esperar resultados).
O que eu gostava ou lhe aconselho é:
meter aquela rapaziada a mexer, e correr só não basta;
Dizer-lhe que um bocadinho de agressividade nunca fez mal a ninguém. Eu tambem gosto de equipas felizes e contentes, mas está visto que só assim não vamos la. Um bocadinho de Rinaudo em cada um e seria perfeito
Que van Wolfswinkel (rica criatura, que lhe quero tao bem mas o miudo não se aguenta de pé) desenvolva musculo e força nas pernas. Não precisa de ser um Ronaldo (o fenómeno, não o menine) mas pelo menos se aguente em 80% dos lances em que escolhe cair. Ah, e arranjem-lhe concorrência no lugar.
Não tenho muito mais a individualizar. Jogue quem jogar, que o faça eficazmente.
De resto é começar por aqui: dizer-lhes que chutem a baliza, que uma jogada deve ir do inicio ao fim e se não o for seja por mérito do adversário e não azelhice nossa, e por fim, é dizer-lhes que os de verde e branco somos nós e a ideia é jogarem uns com os outros.
Acho que seria um bom começo, não me parece dificil preencher estes requisitos. Mas isto sou eu...
Até lá, zonza com os nomes que já se falaram, pretendo desligar até ao primeiro treino. Acordem-me nessa altura.


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Sunday, 7 October 2012

Da praia

Hoje mais duas horas, para não desabituar e as saudades dos dias de praia custarem menos.
Ir num pé a areia e voltar no outro. Sem ir ao mar, hoje. Mas soube bem tra la la la Góstante de praia, um ano destes fui quase até meio de outubro. Hábitos que custam a perder mazé, e eu vou muito facilmente a praia em abril, maio (em fevereiro e marco não me chama) e para deixar de ir é sempre aos poucos.


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Saturday, 6 October 2012

Pensamentos tao pouco profundos, senhores. Oiça...

Glitter. É do que eu mais gosto em JLo ou Beyonce. Não tendo nada a ver a musica de uma e outra, sempre as associei no que mais gosto: o cabelo volumoso, as coreografias e todo o brilho e corderosice que as rodeia em palco e videoclips.
Não fui ao concerto, mas quererei ver dvd se existir. Devorei o I am World Tour da Beyonce. Todo aquele brilho e cor de rosa me faz voltar a idade das princesas. Ou talvez nunca tenha de lá saído, é indiferente, já está dito.
Há um misto de cigana e pirosa-cor-de-rosa coberta de Cavalli e Versace em mim. Ou haveria, assim tivesse figura e meios para tal. Assumo tudo.
Gosto de cores vivas e alterná-las com leopardos e zebras, gosto pronto. O que me lembra que no toddlers and tiaras há crianças de 4 anos assim vestidas. Mas isso dará novo post.



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Dos amuos

Continuo amuada com o jogo de quinta. Sou assim. Há jogos e jogos, há derrotas, e depois há estes baldes de água fria. E eu sou um bocadinho de amuos, não ajuda.
Está ali, toda a gente viu, nem se pode atirar para um buraco ou debaixo de um tapete. A assistência de Boulahrouz foi realidade a nada a pode desfazer. Ora raios para isto. Calma, não há implícito um "volta Polga", ainda não estou louca. Daquilo ambos são capazes e deste ainda conheço pouco, dou beneficio da dúvida.
E agora cegadas e discussões sobre se Rinaudo fez bem em repreender Cedric, quem tomou partido de qual, ai não quero saber disso, mexam-se todoz mazé!
Isto era muito mais simples se eu só ligasse depois dos jogos e só em caso de vitoria. Mas não é o que se passa e eu tenho um clube esquizofrénico, habituo-me a viver com isso pensando que melhores dias hão-de vir.
Eu podia dizer: acordem-me quando o pesadelo acabar, mas isso não é ter um clube. E eu tenho, tenho quotas pagas, e lugar de época. Não só não faz o meu género só acompanhar vitórias, como seria dinheiro desperdiçado.
Terei chocolate com avelãs por perto para me consolar, avancemos, por agora com Oceano (ai...), e no Dragão já amanhã *suspiro* (mas estarei de pedra e cal - e o tal chocolate - em frente a tv).



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Friday, 5 October 2012

E hoje mais um 5 de outubro

A República tem cento e dois anos e o país está de rastos. Muito bonito.


Uma tristeza e a nós resta o dia a dia, mesmo que vamos para a rua e gritemos o que nos indigna, teremos de o viver e esperar pelo que aí vem.


Pelas redes sociais tudo se virou do avesso como a bandeira esta manhã, e está feito o feriado. O último. Aquele que dá tanto jeito para uns dias antes de começar o mau tempo.


Nos últimos dois anos estive fora no início de outubro: o ano passado em Londres, há dois anos Amesterdão. Este ano planeava estar em Istambul por esta altura, mas com os acontecimentos do verão, não pôde ser. Um dia destes vou lá. Não será muito republicano da minha parte (ainda por cima estive em duas monarquias), mas soube-me bem. A repetir assim que possível.


E botas? Ainda nada. É isto.

Thursday, 4 October 2012

Este post tinha de chegar

Não há blog meu sem menção ao meu clube, é mais forte que eu.


(%$&$#&$#%$ se eu percebi que $&%#$%&#$$ se passou ali hoje %#$&#$&)


Sim, sou do Sporting e até já sei do que a casa gasta, não conto com jogos ganhos à partida. Se digo que estou nervosa antes de um jogo sei bem do que falo, já vi suficientes para saber que tudo pode acontecer. Mas hoje nem tenho reacção, foi o cair no abismo que tanta gente já previra.  


(&#%$&$$# raizuspartam mais o $%$&$& se não é um é outro)


E eu, eu tenho sempre esperança "ah, pode ser que não seja tão mau assim..." e depois... depois o Sá Pinto não leva Elias, Capel nem Carrillo, tira o Rinaudo, e eu acabo enterrada no sofá, amuada, a desejar um reset a tudo. 

Wednesday, 3 October 2012

É capaz de deixar um livro a meio?

Perguntava ali e eu respondi automaticamente "tantos". E de seguida achei que podia participar.


Eu chego a ter 4 e 5 livros começados. E alguns nunca cheguei a terminar mesmo, mas conto com eles como "a meio", um dia lê-los-ei.


E de facto, regra geral não é porque não lhes queira voltar a pegar, mas alguma coisa não funcionou. Nem que tenha sido preguiça. Já me aconteceu não achar muita graça a um tom, mas também já me aconteceu gostar da narrativa, da escrita e o Intermitências da Mort... o livro pois! ainda ali está por ler.


E não se pense que não sei como é bom ler. Adoro a sensação de querer voltar depressa para casa ou para onde possa ler mais um pedacinho da vida daquelas pessoas que acompanho e me acompanham enquanto o livro durar. E adormecer a ler? Top. Ler e reler a mesma linha numa teima de "ainda não estou a dormir, não estou" e já estou completamente. Há poucas coisas tão boas. 

Elevando o espírito. Com saltos. E logo descendo um pouco

Já há botas giras em todo o lado! *corre de braços no ar* abriu a temporada.


Eu sem emprego, subsídio sabe Deus e quando o tiver é para pagar 'nha rica toca e para pouco mais chegará, e as botas a sair de todo o lado. De blogs, redes sociais, montras e rua. Marcas, marquinhas, marquetas. Botas e mais botas.  Botas, botins, fivelas, tachas e lacinhos, saltos e tacões. Botas e mais botas.


Faço sempre isto. Vejo, olho, namoro as botas de que mais gosto. Dois, três géneros diferentes, geralmente as mel ou camurça são as minhas eleitas seja qual o modelo. É uma fraqueza minha, botas dessas cores, nem sei bem porquê. Adiante, ía explicar o meu m.o. que não é nenhum, é mais um contentar-me.


Eu gosto muito de botas, mas as botas não gostam assim muito de mim. Ou eu não me faço gostar, talvez seja por aí. Sucede que devido ao diâmetro da minha perna (passemos isto em fast forward) nem toda a bota me entra. Assim, é um bocadinho entre a tentativa e das-que-gosto-ora-a-ver-qual-consigo-fechar. Há quem tenha o problema inverso bem sei. Mas agora até se usam as botas mais folgadinhas, acho que todas nos safaremos de uma forma ou de outra. 


Abriu a caça à bota, então. Vão sem mim que eu vou lá ter (e vou). Se adquirir umas apresentáveis, depois mostro.

3 meses sem Joaninha. Do triste da vida

Não vou deixar o pior para o fim, esclareço já de entrada: a Joaninha morreu em julho. Assim, porque foi assim que nos desapareceu também. Ou assim parece: nada nos prepara, nada consola. Era minha colega, era da nossa equipa. A Joana marcou muita gente que a conheceu e isso é o que nos fica no meio da revolta de não podermos impedir a desgraça.


 


(Eu juro que quero passar o positivo, palavrinhadonra. Mas não é fácil.)


 


Eu não era a mais próxima da Joana (tenho saudades dos que eram, muitas) mas ainda a tenho bem presente, a maneira de andar, de ir a um lugar e voltar ao dela, a baixar-se ligeiramente para ser discreta enquanto sorria, do riso, das cantorias, das angustias.


Sempre me senti num big brother, não por ser observada, mas pelas horas que passamos juntos. No trabalho - e em open space então - estamos mais tempo uns com os outros do que com familiares e amigos de casa. E isso pode não significar fazermos amigos de casa, mas no caso da minha equipa gerou-se um ambiente que nos uniu e sejamos frontais, nos aguentou mais tempo do que seria de esperar. 


Havia quem revirasse os olhos quando se falava no bom ambiente, interessam os números e o resto é paisagem. Não é. Se não houvesse o ambiente no qual a Joana foi parte fundamental, tenho a certeza que teria havido mais rotatividade e mais cedo do que houve. Não tenho qualquer dúvida.


 


Toda a gente ali trabalhava, a questão nem nunca admiti que fosse essa, só conseguimos que fosse mais suportável um dia a dia mal pago e muitas vezes mal agradecido. 


Ficam-nos as memórias e as saudades. Ao dia 3 de cada mês, confortamo-nos com uma mensagem e lembrança da Joana. É o que importa no fim, que importa o resto. 


 


Esta fotografia é de janeiro, no almoço em que trocámos presentes e eu fui a amiga secreta da Joana.

#PrayForBimby

Já a levei à Vorwerk e ficou lá (a casa está vazia sem ela... ahahah peço desculpa, voltaremos a um tom grave em segundos). Um aparte: a Vorwerk tem sempre um aspecto impecável (vou à de Alfragide) e o atendimento é bom. Sim, eu sei "também era melhor", mas já vimos acontecer pagarmos um serviço e os apoios deixarem a desejar. Digo eu. 


Contactam-me para orçamentos e assim, mas ouvir falar em "placa de potência" não me deixa muito animada.


*dor* nem sei bem que esperar. Não tenho eu carro para não me preocupar com rombos e despesas. O que mais me chateia é ter sido asneira minha, reguei a bimby gratuitamente. A cabeça na lua será sempre a minha desgraça, estou certa.


Não é um tacho ou um robot de cozinha, para mim é o meu gadget do dia a dia. Faço um simples arroz na bimby, assumo tudo, mas também gosto de ver uma receita tradicional e adaptar-lhe velocidades e temperaturas na bimby e o resultado ser igual. Tem cuca no lance, sim. 

Tuesday, 2 October 2012

Pérolas de Gabriela

Não resisto.

> Coronel Ramiro Basto. Fagundão menos (um degrau va) carismático que Paulo Gracindo, mas bestial na mesma.

> Jerusa - "Por que é que aquele moço Mundinho Falcão lhe é desafecto?"


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Das greves

Não vou falar de direitos ou deveres, Deus me livre, farta dessa conversa. Isto - as greves - na prática é o que se chama 'ma granda chatice para quem tem de se deslocar e não pode, pelo menos como nos outros dias.


Ontem ouvi um senhor dizer "Se eu fosse o Primeiro Ministro proíbia greves durante um ano. Isto está mau, temos de trabalhar.", e lembrei-me de uma vez - já há, se não milhares de anos certamente no século passado - no café onde íamos todos (que é todos? eramos nós, pois. Todos tivemos uma fase em que eramos "todos", e nós íamos todos ao mesmo café) falávamos com um rapaz sobre Angola, a guerra e a paz, por aí. Lembro-me que havia cuidado de quem falava e não era de lá. Já ele, respondeu "Paz, paz... pás e picaretas!" e nós rimos, e houve alívio. É um bocadinho a mesma lógica, sendo que nós não estamos em guerra. Oficialmente, pelo menos. Ou para já.


As greves serão um direito, mas são uma maçada para quem, como eu durante tanto tempo, tem de andar a pensar em percursos e transportes alternativos,  falar com amigos, saber como vão, como vêm, chegar muito mais cedo ou muito mais tarde, sair mais cedo para chegar à mesma hora ou mais tarde. Maborreçam, é uma cha-ti-ce.


Esta semana não apanho a greve de comboio. Se preferia ter um emprego? Preferia, mas não tenho saudades das greves. Nenhumas.

Monday, 1 October 2012

Gabriela

Ao serão Acompanho a Gabriela. Depois de anos sem ver novelas de espécie alguma, não quis perder esta nova versão. A última que vi, e foi porque "ah, é com o José Mayer e assim", foi a Senhora do Destino, nem sei há quantos anos. Isto para dizer que não vejo mas não é fundamentalismo do tipo "não vejo novelas".


Mas também me cansa o comboio que se tornaram as telenovelas. Três por noite, encadeadas umas nas outras, e aquele joguinho de mudar de horário a que está a acabar para começarmos a ver a nova e quando damos por nós, já estamos a ver 3 e 4 novelas sem saber bem porquê. Bem sei que o propósito é nem pensar, entreter e pronto. Mas não me tem apetecido que seja esse o meu serão. Adiante, vejo a Gabriela (e lá está, já comecei a ver a Avenida Brasil, por começar logo a seguir, enfim).


 


Do que eu gosto mesmo na Gabriela, é de expressões como "o xamego que tu tinha por mim desaconteceu", isto é de derreter e eu não resisto.


E eu sei que o José Wilker foi um excelente professor Mundinho, mas adoro vê-lo como Coronel Jesuíno (e confesso a minha tendência a dizer sempre "coroné" quando falo de um deles). 


Humberto Martins ser Seu Nacib é só mais um plus na nova versão. Adoro-o. 


Pronto, isto e mais faz-me rever a Gabriela. É provável que haja posts de "então e hoje a novela?".


 


Anseio pelo "sapato não, seu Nacib..."

Jogos de Inverno