Pelas 15h, 16h. Um suprimido, o seguinte naturalmente cheio. No banco a minha frente, de costas para mim está um senhor que não vê, não na totalidade, mas precisa do auxilio da gravação que indica as estações, e que no caso nem está a funcionar.
Pede ajuda a quem partilha o banco de 4 com ele. As pessoas saem antes da sua paragem (eu também) e uma senhora sugere "mas dizemos-lhe quando sairmos e o senhor conta duas a partir dessa". O que me pareceu sensato e simples. Mas a miuda ao lado, tao solicita quanto pouco inteligente gritou com o apoio de uma amiga "mas o senhor não vê! E aquilo não está a dar! Quando eu sair peço a alguém que o ajude" e virava-se para ele acalmando-o (que sempre esteve calmo) "Não se preocupe, eu peço a alguém". A senhora ainda repetiu calmamente o que queria dizer, mas a sugestão continuou a não ser aprovada. No meio disto, o homem meio perdido, só dizia que a voz não funcionava.
Mas como a esperteza saloia tarda mas não falha, nem dois minutos depois disto, a amiga da censora-mor lembrou-se: "mas podemos dizer ao senhor quando sairmos, e ele conta as que faltam a partir daí" e eu e a senhora que tinha sugerido isto trocamos um olhar entre o "pamordeus, não há pachorra" e o "ah... Que inteligente que ela é...".
Nada feito, a outra manteve o discurso, desta vez arrastado como se o homem não a ouvisse "o senhor não vêêê... E aquilo não está a daaar... Eu já peeeeeço...". E pediu, claro, e bem. O senhor ficou acompanhado e encaminhado, não vos preocupeis.
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