Revi o Platoon. Na verdade revejo-o regularmente. E já devo ter escrito coisas acerca de. Vi o Platoon pela primeira vez num 25 de abril à noite, não sei porquê não me esqueci. Por 91, diria. E vi sem saber que era o Platoon. Conhecia o cartaz, mas ou já não apanhei o titulo, ou nao me apercebi logo, uma coisa assim. Sei que num do intervalos tive aquela sensação "ah, finalmente vejo o Platoon!" Já gostava de filmes de guerra, não sei se já tinha visto algum no Vietname nessa altura. Creio que sim, por um lado parece-me que os vi toda a vida, por outro, não me lembro de cenas ou nomes. Sei (agora já nem sei, só acho) que só vi o Caçador um pouco mais tarde, com receio dos "nao vejas, é horrivel, mete medo". E mete, impõe respeitinho, mas adoro-o desde a primeira vez que o vi. Mas adiante, que é de Platoon que se fala. E Platoon foi sem duvida o primeiro filme do Vietname à seria que vi, disso não tenho duvidas. Em 91 tinha 14 anos, e nessa idade Platoon era um filme de guerra (uau), violento (uau uau) e cheio de actores giros (cherry on top) ou a mim me parecia. O certo é que a minha paixão por Willem Dafoe vem daí, e não há vez que veja o Tom Berenger e não suspire "Barnes...". Lembro-me de ficar fascinada com Charlie Sheen, e depois aparecia Kevin Dillon, um descerebrado e miudo Bunny, mas "tao fofinho..." O Johnny Depp, até o Johnny Depp com quase menos 30 anos ali está. O Forrest Whitaker, igual mas com menos 30 anos também. Aaawe... E há mais. Platoon é mais que isso, mas agora não falamos disso. Oliver Stone que nunca me leia este post, mas foi assim que vi Platoon a primeira vez e nunca me vou esquecer. Eu sei, eu sei que o Platoon também é o bem contra o mal dentro do mesmo pelotão, que é "politics, man", que é a cabeça no mato ficar feita num molho de bróculos e ninguem é sempre bom mas todos podem ser maus. O soldado rico que se alista não tem necessariamente melhor sorte que o pobre que foi voluntário à força, e o que chega agora não é menos lançado às feras que o que já lá estava. Este detalhes são preciosos. Chegando, passando os primeiros dias, entrando no esquema: um embrenhado de hierarquias que não as oficiais. Quem já lá está há quase 200 dias e mais, passou a ser mais valioso porque tem resistido (ou tido sorte), e então deve ser preservado e mais protegido, mas sem cobardias. Cada um se revê mais no seu sargento e ninguém no tenente. Tudo são jogos na guerra, e nem falo em estratégias bélicas. Os dos bons vícios, os dos maus vicios. Na caserna de Barnes joga-se e bebe-se. No bunker de Elias fuma-se de tudo. Das falhas humanas: o adormecer num turno e o nao reagir a isso. O preço, as culpas que agora pouco importam. Ainda me custa ver a parte da aldeia, essa é a parte mais estúpida da guerra, se é que alguma delas não o é. Mas como passaram quase 30 anos desde que Platoon saiu e acredito que haja quem não o tenha visto, não spoilarei mais. Ide ver que é 'ma maravilha. Sou mais das historias e enredos que da técnica, percebo pouco de realização. Em produção parece-me irrepreensível. Ontem pareceu-me que a barba de Taylor aparece bem feita na sequencia de uma cena em que a tinha por fazer. Não quero confirmar. Platoon nunca deixará de ser um dos meus filmes favoritos.
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Eu tenho um pequeno problema com filmes de guerra: não gosto deles. Por muito bons que sejam os enredos quando chega a parte dos bombardeamentos e carnificina, dou por mim a olhar para o lado, a pausar o vídeo, a ir dar uma voltinha.
ReplyDeleteDepois de muita insistência da parte do meu mano lá vi o Nascido para Matar (porque é Kubric e tu gostas de Kubric, dizia-me ele). Quero dizer que gostei, mas não. O mesmo aconteceu com a mini-série "Generation Kill".
Agora li o que escreveste sobre o Platoon e apetece-me ver apesar de saber à partida que não vou gostar. Nunca gosto da carnificina. Nunca.
Percebo, eu tolero bem, mas se há alguma coisa de que não gosto num filme, também dificilmente vejo.
ReplyDeleteDeste gosto muito. Se vires, evita a parte da aldeia (identifica-se bem, claro) que acho que é a mais violenta.
Ok, combinado. Ou então pauso o filme e vou ao café. :)
ReplyDeleteUm verdadeiro momento National Geographic: uma mulher a falar desta forma do Platoon.
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