Wednesday, 3 September 2014

Sou o meu próprio comic relief

Eu conto. E guardo aqui. Porque um dia a vida será sem episódios destes e eu vou rir e pensar "mas que disparate era aquele de achar que era a Bridget Jones?".  A manhã não estava fácil. Além da pressão diária que venho a sentir, notícias menos boas chegaram via chats e redes sociais. Aquelas coisas que ainda não matam mas já ultrapassam o moer. Estava a ser uma manhã nublada no mínimo. 


Não melhorou, mas nem eu consigo levar-me a sério quando me acontecem estas coisas: fiquei fechada na casa de banho do trabalho. A fechadura está solta, eu dei a volta à chave, esta veio atrás da minha mão e caiu no chão. Do lado de fora.  Como é que eu faço esta coisas? Não sei, mas fazem estudos sobre tudo, podem avançar com mais este.  Primeiro pensamento: aguardar,  alguém há-de chegar. Segundo pensamento: a abordagem. Ainda não tenho muita confiança com as pessoas,  ainda não as reconheço pela voz e passos,  muito menos pela forma como abrem portas. E entrando alguém, que digo? “olhe desculpe,  não sei quem está aí,  mas pode ver se está uma chave no chão?" e as pessoas perceberiam logo, não pensariam que eu estava ao telefone? Eu nunca levo o telefone para a casa de banho e muito menos falo em tal local, mas nós não nos conhecemos, sabem lá se sou pessoa de estar ao telefone ali. Mil e uma hipóteses me passaram pela cabeça e nem uma pessoa apareceu. Que fazer? Começar a chamar nomes aleatoriamente? Bater na porta? Dizer socorro estava fora de questão. Subir e saltar o cubículo? E se alguém aparecesse nesse preciso momento? Ainda bem que ninguém me esperava para almoçar hoje. O almoço! Todos iriam almoçar e eu ficaria ali até às duas da tarde. 


Não subi a porta mas desci-a. Como não chega ao chão, quando o pânico social passou lá consegui raciocinar. A chave não tinha demorado a cair nem feito barulho de ir longe,  "pode ser que esteja perto". Baixei-me,  espreitei e ali estava, perto da porta,  e a uma distância que com esforço consegui superar. Não sem antes pedir ao deus dos braços curtos e pulsos gordos que se deixasse de gracinhas nesta hora. Abri a porta e saí no preciso momento em que chegou alguém. 


 


- olá, bom dia. 


- olá, tudo bem? Até já.  Enviado de Samsung Mobile

6 comments:

  1. Momento caricato muito bem contado .

    tudo acabou em bem

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  2. Muito engraçado mas ainda bem que conseguiste resolver sozinha. Quando era pena fiquei presa numa casa de banho de um hotel, daqueles tipo pensão familiar em que a casa de banho é comum. Está-se mesmo a ver que mais tarde, ao entrar na sala, também comum, fui alvo de risota geral. Desde aí tenho um medo que me pelo de voltar a ficar presa numa casa de banho e ter que pedir ajuda.
    Traumas de infância. LOL.

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  3. Ahahaha, o que eu me ri... Não tens noção ;D

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  4. Geralmente é assim :) nem me posso queixar muito. Obrigada.

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  5. :D Tenho outros traumas de infância e conheço quem tenha parecido com esse. Coisas, fazem parte do crescer :D

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  6. :D Obrigada pela visita, se fiz rir, tanto melhor.

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