Estavam trinta-e-mais-de-cinco graus a água do mar um caldo. O dia de praia perfeito para tanta gente.
Um grupo de nórdicos e suas crianças ocupavam grande parte das cadeiras e colmos. Iam à água em bando ou em grupos de dois ou três, sem dramas. O mar estava um caldo tranquilo e as crianças entravam e saíam na maior. Todos loiros, todos bronzeados. O cenário perfeito, o ideal de verão. Acho mesmo que estes seres me são postos à frente para me enervar.
Os irlandeses. O pai nadou até se perder de vista - juro - e voltou. A mãe pediu que avisassem o nadador salvador "he's alright". O homem regressou, conversaram, trocaram impressões civilizadas sobre o mar e a natação. Despediram-se com um aperto de mão e, pais, avós e os quatro miúdos continuaram o dia de praia portuguesa.
A família portuguesa, branca como a cal chega às cinco da tarde. Pai, mãe, dois filhos, um casal amigo. A mãe sentencia: - está gelada - faz fundão. Olha aqui, faz fundão - em Monte Gordo é que é bom. Fim.
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