Eu sei, eu sei, como é que não tinha lido ainda "Harry Potter and the cursed child", se li toda a saga em tempo útil, não é? Na altura não quis prolongar a imagem dos personagens-miudos em adultos, foi isso, não há outro motivo. Custou-me ler um fim tão fechado, de futuros, casamentos e filhos, e deixei passar o tempo. Até agora, que o li em quatro ou cinco dias.
"Harry Potter and the cursed child" traz um quentinho a quem leu Harry Potter do início ao fim. Celebra personagens desaparecidos, concilia uns, redime outros, matam-se saudades e saram-se algumas feridas.
Só achei que alguns personagens estão menos vincados do que eram. Talvez seja parte da tal conciliação.
Tive de me relembrar página sim, página não, que se trata de uma peça de teatro. Quis saber mais sobre Scorpius, que personagem adorável teria sido em mais sete livros. Quis acompanhar Albus Severus na sua infância e adolescência, mas não é essa a ideia aqui. Sendo um texto para teatro, sabemos o que nos é dado em palco e basta. Ou devia. Vejo-me ler de novo entradas na plataforma 9e3/4, viagens no Hogwarts Expresso, voltar a Diagon Alley, escolher varinhas no Olivanders, as aulas, os professores e o quidditch. Lia tudo de novo, agora com estes dois e seus (nenhuns) amigos.
Em suma, não é um Harry Potter, mas é todo ele Harry Potter.
PS: eu sei personagem pode ser feminino, mas não sei porquê, quando me refiro a livros, uso quase sempre no masculino. Só ralações.
PS2: segundo o Pottermore (três vezes, em anos bem diferentes) sou Gryffindor
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