Ficou a memória colectiva, dentro dela cada um guarda o que quer.
Muito se tem dito e escrito sobre o Bicho, bem e mal. Não quero saber mais, não vou ler mais. O bully que passa e destrói uma construção da areia só para se rir, nunca saberá o que aconteceu antes, enquanto foi erguida, se foi divertido, se custou, quanto tempo levou. Nem lhe interesssa. E sabem que mais? Diria o próprio Bruno: "está tudo bem com isso". Falem mal agora, quem acompanhou guardará para sempre. Não é mais nem menos, foi o que foi, fez-nos companhia enquanto durou, criou mini-enredos, fez conversas de temas de nada. Entreteve. E está muito bem assim.
Não deixar que nos mexam numa boa memória, é o importante. Em tempos, ainda era uma criança, ouvi um adulto dizer "Ninguém tem o direito de me chatear". Cada vez concordo mais.
Só para deixar um cantinho muito pessoal dobrado. O último foi giro de ver. O próprio não tinha noção do impacto, foi a crú, não escondeu nada e nós gostámos de lho proporcionar. O Dillaz tocar pessoalmente o genérico, apontou logo para bons momentos. O Nelson Évora aos saltos no Coliseu fez-me soltar uma franca gargalhada. Foi bom, fica-nos na memória. Quero guardar duas notas sobre esse último directo:
"E depois ele quis sossegar as filhas porque “devem estar em pânico” e aparece a Beatriz Batarda a dizer que estão bem e “és o rei”. Entre isso e o inem ligar o som para dizer “és o maior, Bruno” ainda não escolhi o momento mais fofinho"
"Os 'obrigado', os obrigado também são comoventes. Porque é a palavra certa"
Eu adorei e tive pena de não conseguir ver mais vezes. Para quem acordava bem cedo as horas a que o bicho terminava eram impróprias .
ReplyDeleteFalem bem ou falem mal, o importante é que falem, diria o poeta. A mim parece-me mais inveja mesmo...
Uma coisa é certa, ficará para sempre na memória de todos e da história desta pandemia.
Eu adormeci uma ou outra vez, verdade seja dita. Mas era o saber que estava ali aquela companhia.
ReplyDeleteÉ isso mesmo, essa memória é o que fica e é tão bom ter memórias.
Não sou fã, e não fiquei fã, mas percebo o formato e achei uma iniciativa brilhante para o qual dou os meus parabéns e não percebo para quê falar mal de iniciativas deste tipo, Eu não gosto e daí ??? Outros gostam e só isso é importante
ReplyDeleteO "bicho" podia dizer menos palavrões ! O rapaz até parece bem educado, mas era cada palavrão ! Enfim ...
ReplyDeleteB. N. é um caso sério de talento e humildade.Obrigada.
ReplyDeleteB. N. é um caso sério de talento e humildade.Obrigada.
ReplyDeletenao vi, e tenho pena de nao ter essa memoria.
ReplyDeleteRelativamente a palavroes, aparentemente excessivos : poderá quem nao gosta, habituar-se, genero primeiro incomoda mas depois nem tanto ?
Exacto, é o que importa e o que fica. O resto é paisagem, a vida continua.
ReplyDeleteObrigada pelo comentário.
:) Pois, não adoro palavrões, mas também não me choca, dependendo de quem os diz. Escolhi retirar para mim o resto, e é o que me vai ficar.
ReplyDeleteObrigada pelo comentário.
Muito bem dito. É, sem dúvida nenhuma.
ReplyDeleteObrigada pelo comentário.
Creio que são sensibilidades e escolhas. Eu consigo ignorar - embora alguns tenham um lugar próprio na linguagem e não me custe ouvi-los - e retirar o resto, a companhia, o talento, a inteligência. Mas aceito que não somos todos iguais e isso possa ser inultrapassável. Tenho pena, mas aceito, claro.
ReplyDeleteObrigada pelo comentário.