Tuesday, 20 July 2021

São quase dois anos... "com a pandemia já me perdi"

Quem não deu por si a dizer isto nos últimos meses? Querer lembrar um evento distante de nós e ter de pensar "ora, se ainda foi naquela altura... seria 2019, já 2020...? Um ano, quase dois, vá." Acabo assim vários exercícios de memória em 2021. Ou fazer contas a Março de 2020 como se fosse um ano, quando já vamos para 18 meses. Acontece-me bastante ultimamente.


Há pessoas que deixei de ver, colegas de trabalho, até amigos ou familiares com quem estava menos vezes, passei a estar zero. Quando nos voltarmos e ver, teremos pelo menos mais dois anos que da última vez. E sabemos o que atravessámos, o que se passou, onde temos estado. Mas teremos mais dois anos em cima. De idade e ausência. 


Termino muitas vezes frases com "com a pandemia já me perdi no tempo", mas o tempo não parou de facto.

6 comments:

  1. Com isto tudo as relações entre pessoas estão se a perder.

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  2. como sempre encarei o "ir e vir" das amizades com naturalidade, estou a encarar isto com alguma naturalidade. há pessoas que não vejo desde março 2020 - pensando bem, antes disso também não tinha rotina para vê-las. era quando calhasse. deixou de ser possível o "quando calhar."
    ganhei outros amigos à conta da pandemia, amigos que moram noutros lugares do mundo e com quem não sei se vou estar "cara a cara".
    se preferia a vida não pandémica? preferia. esta está a obrigar-me a recriar uma série de coisas - incluindo a minha relação com as pessoas.

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  3. 18 meses com a vida a meio, e o tempo por inteiro!
    Boa noite!

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  4. Sabe que, a pretexto de que seria difícil de explicar (!), o Governo de Portugal rejeitou o critério complementar mas essencial da aceleração ou desaceleração da doença COVID e, por isso mesmo, tem vindo a confinar concelhos inteiros em que o problema dos contágios está, manifestamente, resolvido?
    Desenvolvo o tema e proponho duas abordagens alternativas, com quadros demonstrativos, em https://mosaicosemportugues.blogspot.com/2021/07/castigos-inuteis-da-covid.html.
    Convido-a a visitar.

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  5. considerando que é uma viagem ( ao contrario. E basta nao andar , portanto parada, para ser uma viagem ao contrario das viagens normais ) surpresa mas penosa, e interminável, pode falar-se em eternidade, portanto muito mais de 18 meses.
    Talvez uns tantos anos depois desta tempestade, olhemos para o passado (hoje presente) e sintamos que afinal nao foi assim tanto tempo. Coisas da memoria.
    E sim, no futuro proximo nao teremos duvidas que certas viagens reais, nao foram em 2020. Talvez antes...

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  6. Já se vai para dois anos com esta peste chinesa ou de origem alegadamente chinesa que nos veio estragar a vida

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