Vamos já tirar isto da frente: ninguém é obrigado a gostar de uns ou de outra. Podemos até cantarolar uma música deles e já ter rido com um texto dela, ou nenhuma das duas. Eu gosto do trabalho da Joana, também deixo já aqui dito. Também sei umas letras dos Anjos.
Sobre a questão que levou ao julgamento, é um vídeo dos irmãos Rosado a cantar uma versão muito sua do hino nacional, editado como tantos se fazem no dia a dia pelas redes. Na edição, o júri dos Ídolos faz uma avaliação à performance dos Anjos. Toda a gente percebe que é uma brincadeira, creio que não é difícil perceber isso. As alegações de que falta trabalho depois de exibido num instagram perto de si, deixa algumas dúvidas, mas adiante.
O que me chocará é o precedente que se pode abrir, caso Joana Marques não saia vencedora (e eu não quero acreditar que estamos viver esses dias), um cancelamento injusto, rancoroso e muito pouco lúcido.
Mesmo que eu não gostasse do que a Joana M. escreve, se fosse um humorista que não das minhas preferências, estaria contra uma condenação. No dia em que uma piada for um crime - e já vimos episódios bem infelizes nesse campo -, nada está a salvo. Não vale a pena estar aqui com "depende...", "de umas coisas gosto, outras não...", não tem a ver com gosto pessoal. Ou somos pela democracia - que permite também assinalar o que não gostamos porque, lá está, as pessoas são livres de se manifestar - ou não somos e isso seria triste.
Sobre o Extremamente Desagradável também posso dizer coisas, num outro post.

Concerteza que sou pela democracia e pela liberdade de expressão mas também pela definição clara dos limites desta, da linha para além da qual estão o outro e os outros. Os humoristas, alguns, abusam e transpõem esses limites e tanto mais quanto a percepção de que têm as costas largas e toda a impunidade. Este caso da Joana Marques com os Anjos tem o mérito de pelo menos fazer reflectir nisso.
ReplyDeleteA liberdade de expressão não deve ser poço sem fim. É disso que se trata.Terá sido este o caso? A justiça decidirá mesmo que, fartos nós de saber, nem sempre bem, nem sempre a contento de todos O difícil é o equilíbrio e muito bom senso. A meu ver, não o tiveram a Joana Marques nem os Anjos.
Se as piadas sobre alentejanos fossem a julgamento o pais inteiro seira arguido. No entanto os alentejanos têm um poder de encaixe ou melor dizendo de acção reacção que desarmam todas as piadas sobre eles mesmos.
ReplyDeleteLembro-me perfeitamente de um colega meu de trabalho, alentejano que contava anedotas sobre alentejanos, mas um dia passou-se com uma que lhe foi contada por um não alentejano.
Ele, não se rindo, fez um ar sério e perguntou ao seu ineterlocutor; Sabes o que é um fila de oito alentejanos a olhar para ti? Como não sabiaa resposta, o alentejano respondeu-lhe; É o frupo de forcados de Évora.
E pronto!
Caro Vagueando,
ReplyDeleteEsse seu colega alentejano arriscou-se a levar uma marrada .
Sim, mas agrrava-a pelos cornos!
ReplyDeleteOs anjos, com minúscula, não têm costas, quanto mais cornos. Nem são pagos para cantar. Com maiúscula são mais prosaicos: têm acne (tardia), derrames oculares (uma chatice) e fragilidades várias (escusavam de as revelar em público, até porque são desinteressantes). Estamos longe do Paraíso. É tudo muito vulgar, tirando o montante dá indemnização.
ReplyDelete"Joana Marques em nova polémica após gozar com saúde mental!"
ReplyDeleteEu não irei comparticipar com um avo para que se compre um colete de forças para essa ABERRAÇÃO
E sobre negros? Aí já seria racismo?
ReplyDeleteMas quem é que falou em racismo?
ReplyDeleteNão foi a si que respondi, não entendo por que a minha resposta foi alocada para um comentário cujo não era ao que pretendia responder (como atrás mencionado).
ReplyDeleteAs minhas desculpas e passo a contextualizar a resposta cuja foi sobre o seguinte comentário "Se as piadas alentejanos fossem a julgamento o pais inteiro seira arguido." de outro "user". Resumindo, se as piadas sobre negros fossem a julgamento o pais inteiro seira arguido? É que é quase a mesma coisa, para certas pessoas. Bom domingo.
Para complementar. Seria para esta pessoa: Vagueando.
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